Lucas 19: 2 Havia ali um homem chamado Zaqueu, o qual era chefe de publicanos e era rico. 3 Este procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, porque era de pequena estatura. 4 E correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque havia de passar por ali. 5 Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa; porque importa que eu fique hoje em tua casa.

Zaqueu foi grande

Multidão
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         No texto relatado, percebe-se que o rico chefe dos publicanos, um homem chamado Zaqueu, procurava ver Jesus. Ao qualificá-lo  como chefe dos publicanos e rico o evangelista revela que não se tratava de um simples homem do povo, mas de um representante de uma classe privilegiada. Essa mesma classe criticava os cansados e oprimidos que seguiam Jesus passo a passo, no entanto, Zaqueu tem uma atitude no mínimo curiosa, de alguma forma queria ver Jesus.
         Embora fosse privilegiado socialmente, não a sua posição social, mas dois outros empecilhos os impedia de  realizar o desejo ou satisfazer sua curiosidade de ver a Jesus. O que poderia ser uma grande dificuldade para ver o Mestre, não o foi. Zaqueu venceu seu aspecto social rompendo preconceitos e decidindo-se por ver o Filho de Davi.

         Não podia! Não porque era chefe dos publicanos. Não podia! Não porque era rico


Essas características estão ligadas a uma questão de decisão: querer ou não querer ver a Jesus? Zaqueu queria, mesmo sendo rico e chefe dos publicanos. Eu quero. Vencer empecilhos pessoais para Zaqueu foi fácil o problema eram os empecilhos físicos. O desejo de ver a Jesus deve ser de tal forma que rompa com os conceitos mais profundos da alma ao ponto de abrir as portas do coração para verdadeiramente receber a Cristo. Com certeza ele já tinha ouvido falar de Jesus, mas agora queria vê-lo.

         Não podia! Por causa da multidão! Não podia! Porque era de pequena estatura.


As barreiras não estavam dentro de Zaqueu, porém, fora. A multidão atrelada a sua pouca estatura significava uma parede que o separava da visão de Cristo. Zaqueu era grande,  do ponto de vista social, contudo, anão do ponto de vista físico. Ao invés de se lamentar pela sua baixeza física aquele homem procurou alternativas para alcançar seu objetivo. Extrapolou com limites humanos sem utilizar os privilégios sociais. Ver a Jesus era o mais importante e o esforço desprendido iria redundar em uma inesperável surpresa.
         A multidão e a estatura. Como um homem pequeno conseguiria dispersar o povo? Talvez aquela oportunidade fosse única e não mais se repetiria? Embora pareça difícil, mas receber Jesus é fácil. É uma questão de decisão. Zaqueu estava decidido e, portanto, usou de criatividade ao perceber a árvore que se encontrava entre ele e Jesus. Não olhou para o seu tamanho ou para o tamanho da multidão, mas, para o tamanho da árvore que resolveria seu problema. Estar aberto a Cristo requer atenção ao que Espírito sinaliza ao coração. Ali subiu e esperou. Zaqueu estava acima da multidão, por sobre as dificuldades. Um anão alto. Um gigante pequeno.
         Assim, como prêmio pela decisão tomada, recebeu Jesus em sua casa. Como que na lei da ação e reação abrir as portas para Cristo é certeza de que ele entrará e oferecerá o que há de melhor, a vida eterna. Seja um ZAQUEU.


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