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Existe um Padrão a ser Seguido pelo Cristão?

 Este estudo bíblico explora uma verdade fundamental: a fé cristã não é baseada em preferências subjetivas, mas em um modelo objetivo revelado por Deus. Assim como um arquiteto exige que sua planta seja seguida à risca para que o edifício seja seguro, Deus estabeleceu um "projeto" para a vida, a doutrina e a adoração do Seu povo.


TEMA: EXISTE UM PADRÃO A SER SEGUIDO PELO CRISTÃO?

Introdução

Hebreus 8:5 nos ensina que Deus sempre exigiu que Sua obra fosse realizada conforme um modelo revelado por Ele. Moisés, por exemplo, não teve liberdade para inovar na construção do Tabernáculo; ele recebeu uma ordem estrita: "Vê que faças tudo segundo o padrão que te foi mostrado no monte". A pergunta central para nós hoje é: Deus ainda exige um padrão na Nova Aliança? O que a Bíblia ensina sobre a existência de um modelo para a nossa fé e prática?


I. O Antigo Testamento e o Conceito de Padrão Divino

Desde o princípio, Deus estabeleceu estruturas específicas para que o homem pudesse se relacionar com Ele.

    • Conceito Explicito: A palavra hebraica para "padrão" em textos como Êxodo 25:9 e 25:40 indica uma estrutura ou forma exata. Deus foi específico quanto ao Tabernáculo e ao Candelabro (Números 8:4). Até o altar construído por Josué deveria ser uma réplica fiel como testemunho (Josué 22:28).

    • Exemplos de Fidelidade ao Modelo:

        1. Noé (Gênesis 6:13-22): Deus deu medidas exatas e materiais específicos para a arca. Noé não negociou o projeto; ele fez "conforme tudo o que Deus lhe ordenou". A obediência ao padrão foi o que garantiu a salvação de sua família.

        2. Moisés (Êxodo 25): Nada foi deixado à criatividade humana. Cores, utensílios e medidas foram definidos pelo Senhor. Para que a adoração fosse aceitável, o modelo precisava ser respeitado.

        3. Josué em Jericó (Josué 6): A estratégia de marchar e tocar trombetas era incomum, mas era o padrão de Deus para aquela vitória. Quando o povo seguiu o modelo, as muralhas caíram.


II. O Novo Testamento e a Terminologia do Padrão

O conceito de padrão não desapareceu com a vinda de Cristo; ele foi elevado ao nível da conduta e da doutrina.

    • A Palavra Grega Týpos: Significa um modelo exato a ser imitado.

        ◦ Imitação de Vida: Paulo e os apóstolos se colocaram como "padrão" para serem imitados pelos fiéis (1 Coríntios 10:6; Filipenses 3:17; 1 Timóteo 4:12).

        ◦ Padrão Doutrinário: Em Romanos 6:17, Paulo agradece porque os cristãos obedeceram de coração à "forma" (týpos) de doutrina a que foram entregues. Isso prova que o ensino cristão tem uma forma definida.

    • A Palavra Grega Hypódeigma: Refere-se a um exemplo que serve de cópia ou advertência.

        ◦ Exemplo Positivo: Jesus lavou os pés dos discípulos para nos dar um hypódeigma (exemplo) de serviço (João 13:15).

        ◦ Exemplo de Advertência: A queda daqueles que desobedeceram no deserto serve de advertência para que não caiamos no mesmo padrão de incredulidade (Hebreus 4:11; 2 Pedro 2:6).

 Lição: O cristianismo envolve a imitação consciente de um modelo divino revelado.


III. Evidências Adicionais do Padrão Cristão

A autoridade bíblica depende da existência de um padrão imutável.

    • A Transmissão Fiel: Na Grande Comissão, Jesus ordenou que ensinássemos a guardar todas as coisas que Ele ordenou (Mateus 28:18-20). Paulo instruiu Timóteo a passar adiante o que ouviu, sem alterações (2 Timóteo 2:2).

    • O Limite da Revelação: Somos advertidos a "não ir além do que está escrito" (1 Coríntios 4:6). Se não houvesse um padrão, não haveria como definir o que é heresia.

    • Critério de Julgamento: Jesus afirmou que a Sua Palavra julgará o homem no último dia (João 12:48). Um julgamento justo exige um critério objetivo e conhecido: o padrão de Cristo.

    • Proibição de Alterações: As advertências em 2 João 9-11 (permanecer na doutrina) e Apocalipse 22:18-19 (não acrescentar nem retirar nada) confirmam que o padrão de Deus é sagrado e intocável.


IV. As Consequências de Rejeitar o Padrão

Abandonar o modelo de Deus traz danos imediatos e eternos.

    • Divisão e Quebra de Comunhão: Aqueles que promovem divisões contra a doutrina (o padrão) que aprendemos devem ser evitados (Romanos 16:17).

    • Perda da Bênção: Paulo foi severo com os gálatas porque eles estavam abandonando o padrão do Evangelho por uma versão distorcida. Ele ensina que qualquer "evangelho" diferente do padrão original traz condenação (Gálatas 1:6-9).

    • Instabilidade Espiritual: Sem um padrão, o cristão é como uma criança "levada por qualquer vento de doutrina" (Efésios 4:14-15). Permanecer no padrão promove o crescimento real em Cristo.

Existe um Padrão a ser Seguido pelo Cristão?

Veja também

  1. 3 Coisas que não devemos levar para o Culto
  2. Como Edificar a Igreja?
  3. Quem vai Entrar no Céu?

Conclusão

Deus não é o autor de confusão. Assim como Ele deu a Noé o padrão para a arca e a Moisés o padrão para o tabernáculo, Ele deu à Igreja o padrão de Cristo e dos Apóstolos. Seguir este modelo não é legalismo, é segurança e fidelidade. A estrutura da nossa vida espiritual e da nossa igreja local deve refletir o desenho original do Mestre.


3 Coisas que não devemos levar para o Culto

 Este estudo bíblico nos convida a uma autoanálise profunda. Muitas vezes, o culto parece "vazio" ou "frio", não por falta da presença de Deus, mas porque nossas mãos e corações estão ocupados carregando bagagens que impedem a verdadeira adoração. Para adorar em espírito e em verdade, precisamos deixar certas coisas do lado de fora da porta da igreja.


TEMA: 3 COISAS QUE NÃO DEVEMOS LEVAR PARA O CULTO

Introdução Frequentemente, entramos no santuário carregando pesos invisíveis que sufocam nossa vida espiritual e impedem que a glória de Deus resplandeça em nós. Hoje, examinaremos as "bagagens erradas" que frequentemente levamos para o culto.


I. O Mundanismo

O mundanismo não é apenas sobre onde vamos, mas sobre como pensamos e o que valorizamos.

    • Cegueira Espiritual: O "deus deste século" trabalha para cegar o entendimento. Se trazemos a mentalidade do mundo para o culto, a luz do evangelho não consegue resplandecer em nós (2 Coríntios 4:3-4).

    • Desvio do Caminho: O exemplo de Demas é um alerta solene. Ele abandonou o ministério porque "amou este mundo presente" (2 Timóteo 4:10). O amor ao mundo e o amor ao Pai são mutuamente exclusivos (1 João 2:15-17).

 Aplicação: Se durante o culto sua mente está focada em negócios, status social ou prazeres terrenos, você trouxe o mundo para o lugar sagrado.


II. Um Espírito Crítico

O espírito crítico é um dos maiores "extintores" da presença de Deus em uma congregação.

    • O Foco Errado: A adoração deve ocupar o cristão com Deus. Um espírito crítico inverte isso, ocupando o crente com as falhas dos seus irmãos. Em vez de olhar para o Trono, ele olha para o púlpito ou para o banco ao lado com julgamento.

    • A Carne contra o Espírito: Paulo alerta que, se nos mordemos e devoramos uns aos outros, seremos consumidos (Gálatas 5:14-17). Criticar o tempo da pregação, a gramática do irmão ou a melodia do louvor são sintomas de um coração carnal.

    • A Raiz da Inveja: Muitas vezes, a crítica esconde a inveja, como no caso de Corá e Datã, que questionaram a liderança por orgulho (Números 16:1-3).

    • A Cura: O amor é o único antídoto. O amor não é arrogante, não se irrita e tudo sofre (1 Coríntios 13:4-7).

Um Espírito Implacável (Falta de Perdão). Jesus deixou claro que a adoração e o rancor não podem habitar o mesmo coração.

    • A Prioridade da Reconciliação: Jesus ensinou que, se você está diante do altar e lembra que seu irmão tem algo contra você, deve primeiro se reconciliar para depois oferecer sua adoração (Mateus 5:23-24). Sem perdão, o culto é rejeitado.

    • Trevas Espirituais: Odiar ou guardar rancor contra um irmão nos coloca em trevas, tornando-nos cegos espirituais (1 João 2:9-11).


III. A Preguiça Espiritual

Adorar exige esforço; a inércia é inimiga da verdadeira adoração.

    • Espera Passiva: A preguiça espiritual ocorre quando o cristão espera ser "alimentado na boca" sem se esforçar para buscar a Deus. O culto não é um espetáculo para ser assistido, mas um sacrifício a ser oferecido.

    • Preparação da Mente: A adoração exige meditação e empenho antes, durante e depois da reunião (Salmos 119:15, 48). Devemos dar ao Senhor a glória devida ao Seu nome (Salmos 29:2), e "dar" implica em ação e intenção.

3 Coisas que não devemos levar para o Culto

Veja também

  1. Como Edificar a Igreja?
  2. Quem vai Entrar no Céu?
  3. Pregação sobre Trabalhadores para Seara

Conclusão

O culto é um encontro marcado com o Rei do Universo. Não permita que o mundanismo cegue seus olhos, que o espírito crítico amargue seu coração, que a falta de perdão bloqueie suas orações ou que a preguiça roube sua bênção.

Ao entrar na casa de Deus, faça um "check-up" na sua alma. Deixe essas cargas na porta e entre livre para adorar em santidade.


Como Edificar a Igreja?

 Este estudo bíblico nos convida a entender que a Igreja não é um clube social ou uma organização humana comum; ela é o edifício de Deus. Embora Cristo seja o Mestre Construtor, Ele nos entregou as ferramentas e a responsabilidade de levantar as paredes deste templo espiritual. A força da igreja local depende diretamente de como cada membro coloca a mão na massa.


TEMA: COMO EDIFICAR A IGREJA?

Introdução

A edificação da igreja não é uma obra meramente humana. É um projeto divino onde trabalhamos em conjunto com o Criador. O Senhor nos concede o privilégio e a responsabilidade de cooperar com Ele para fazer da igreja aquilo que Ele planejou que ela fosse. A grande questão não é se somos parte da igreja, mas: Como estamos edificando o corpo de Cristo hoje?


I. O Senhor como o Sábio Mestre Construtor

Antes de qualquer esforço humano, precisamos reconhecer que a Igreja tem um dono e um arquiteto.

    • A Promessa de Cristo: Jesus afirmou categoricamente: "Edificarei a minha igreja" (Mateus 16:18). A igreja pertence a Cristo e é obra dEle; não é um projeto humano ou uma invenção cultural.

    • O Único Alicerce: Nenhum edifício subsiste sem uma fundação sólida. Paulo adverte que não há outro fundamento além de Jesus Cristo (1 Coríntios 3:10–11). Ele é a pedra angular que, embora rejeitada pelos homens, sustenta todo o peso da construção (Mateus 21:42).

 Aplicação: Tudo o que tentamos construir na igreja que não seja baseado na pessoa, no sacrifício e nos ensinos de Jesus está condenado ao fracasso.


II. A Missão Confiada aos Cristãos

Embora Jesus seja o fundamento, Ele escolheu usar "pedras vivas" para levantar as paredes deste edifício.

    • Um Edifício Vivo: A igreja é descrita como um templo santo que cresce à medida que os crentes, como pedras vivas, são ajustados uns aos outros (Efésios 2:21–22; 1 Pedro 2:5). O crescimento saudável só ocorre quando cada parte coopera conforme a sua função (Efésios 4:15–16).

    • Cooperadores de Deus: Não somos apenas beneficiários da salvação, somos "cooperadores de Deus" (2 Coríntios 6:1). Fomos criados para realizar boas obras que Ele preparou de antemão para nós (Efésios 2:10).

    • Responsabilidade Pessoal: Deus espera fidelidade de Seus administradores (1 Coríntios 4:1–2). Cada dom recebido deve ser colocado à disposição para servir ao próximo e fortalecer o corpo (1 Pedro 4:10).

 Aplicação: A saúde de uma congregação é o reflexo direto do compromisso e da fidelidade de cada um de seus membros.


III. Práticas Essenciais para Edificar a Igreja

Como, na prática, colocamos o tijolo e o cimento nesta construção espiritual?

    • Perseverança na Comunhão: A igreja primitiva perseverava na doutrina e na comunhão (Atos 2:42). Não devemos abandonar nossas reuniões, pois o convívio nos estimula ao amor e às boas obras (Hebreus 10:25).

    • Evangelismo Ativo: A noiva (a igreja) deve sempre dizer: "Vem!". Somos chamados a convidar outros para beberem da água da vida (Apocalipse 22:17).

    • Oração e Estudo: A igreja é edificada quando seus membros oram sem cessar (1 Tessalonicenses 5:17) e buscam crescer no pleno conhecimento da vontade de Deus através da Bíblia (Colossenses 1:10).

    • Cooperação e Generosidade: Edificamos ao apoiar a liderança com alegria (Hebreus 13:17) e ao contribuir financeiramente com um coração generoso, sabendo que Deus ama quem dá com alegria (2 Coríntios 9:6–7).

    • O Vínculo da Perfeição: O amor sincero e sem hipocrisia é o cimento que mantém o edifício unido. Sem amor, a estrutura se esfarela (Romanos 12:9–10).

Como Edificar a Igreja?

Veja também

  1. Quem vai Entrar no Céu?
  2. Pregação sobre Trabalhadores para Seara
  3. O que Acontece se a Cristão não Evangelizar?

Conclusão

Na obra de Deus, ninguém é dispensável. Você não é apenas um espectador sentado em um banco; você é um operário no canteiro de obras do Reino. Cada trabalhador na construção da igreja é importante, necessário e valioso aos olhos do Pai.

A pergunta final para sua reflexão hoje é: O que eu fiz pela edificação da minha igreja nesta última semana?


Como foi a Infância de Jesus? Lucas 2:40-52

 Este estudo bíblico nos convida a olhar para o único vislumbre que as Escrituras nos dão sobre o crescimento de Jesus entre sua infância e sua vida adulta. Através de Lucas 2:40-52, descobrimos que o desenvolvimento do Messias não foi apenas divino, mas um exemplo perfeito de equilíbrio e submissão para todos nós e para nossas famílias.


TEMA: Como foi a Infância de Jesus?

Texto Base: Lucas 2:40-52

Introdução

Você já experimentou a angústia de se separar de um filho em um lugar movimentado? O coração dispara, a ansiedade cresce e o tempo parece parar até que o reencontro aconteça. Lucas narra exatamente esse episódio na vida de Maria e José. Ao retornarem de uma festa religiosa, eles percebem a ausência de Jesus e iniciam uma busca desesperada. Este relato vai muito além de um susto familiar; ele revela lições profundas sobre o crescimento, a educação e o propósito de vida.


I. Um Crescimento Equilibrado (vv. 40, 52)

Jesus não cresceu de forma unilateral. Sua evolução foi integral, servindo de modelo para o desenvolvimento humano ideal.

    • As Três Dimensões do Crescimento:

        1. Fisicamente: "O menino crescia e se fortalecia" (v. 40) e crescia em "estatura" (v. 52). Jesus teve um corpo saudável e forte.

        2. Mentalmente: Ele se enchia de "sabedoria". Não era apenas acúmulo de informações, mas o discernimento aplicado à vida.

        3. Espiritualmente: "A graça de Deus estava sobre ele". Este é o alicerce de tudo.

    • O Desafio Moderno: Hoje, muitos pais se esgotam investindo na saúde física (esportes, alimentação) e mental (melhores escolas) dos filhos, mas negligenciam o crescimento espiritual. Contudo, a Bíblia alerta que o exercício físico tem pouco proveito comparado à piedade (1 Timóteo 4:8) e ordena que cresçamos na graça e no conhecimento (2 Pedro 3:18). As conquistas humanas são incompletas sem o relacionamento com Deus.


II. O Compromisso dos Pais com a Formação Espiritual (v. 41)

Jesus não nasceu em um vácuo espiritual; Ele foi criado por pais que levavam a sério os mandamentos do Senhor.

    • Fidelidade à Tradição: Maria e José iam a Jerusalém todos os anos. Isso demonstra um compromisso inabalável com o culto e a adoração. Eles cumpriam a ordem de Deuteronômio 11:19-21, de ensinar a Palavra em todo tempo e lugar.

    • A Transição para a Maturidade: Aos doze anos (v. 42), Jesus participou da Páscoa em um momento especial. Para o judeu, essa idade marcava o início da responsabilidade religiosa (o "filho da Lei"). Seus pais o prepararam para este momento de integração como homem na comunidade de fé.

    • Nossa Responsabilidade: Somos chamados a criar nossos filhos na "disciplina e admoestação do Senhor" (Efésios 6:4). Sem esse compromisso, corremos o risco de gerar uma geração com "fome de ouvir a palavra", mas sem saber onde encontrá-la (Amós 8:11-12).


III. A Busca pelo Filho (vv. 43-45)

O relato da perda de Jesus destaca o lado humano e o amor de seus pais terrenos.

    • O Sumiço no Grupo: Era comum viajar em grandes caravanas de parentes. A falta de Jesus não foi descaso, mas uma suposição baseada na confiança familiar. Porém, ao notarem a ausência, a prioridade absoluta foi encontrá-lo.

    • Filhos como Herança: A preocupação de Maria e José reflete o valor que a Bíblia dá aos filhos. Eles são herança do Senhor e recompensa (Salmos 127:3-5). Procurar Jesus significava zelar pelo tesouro mais precioso que Deus lhes confiara.


IV. A Submissão de Jesus aos Pais (v. 51)

Mesmo sendo o Filho de Deus, Jesus demonstrou uma humildade exemplar no ambiente familiar.

    • Obediência Voluntária: Embora Sua inteligência e respostas deixassem os mestres admirados (v. 47), Jesus "desceu com eles para Nazaré e era-lhes submisso". Ele não usou Sua superioridade espiritual como desculpa para rebeldia.

    • O Padrão de Autoridade: Jesus entendeu que, para cumprir a vontade do Pai Celestial, deveria respeitar a autoridade dos pais terrenos. Ele sempre fez o que agradava ao Pai (João 8:28-29) e aprendeu a obediência através das coisas que sofreu (Hebreus 5:8-9).


V. Jesus Sabia o Seu Propósito (vv. 46, 49)

Aos doze anos, a identidade de Jesus já estava clara em Seu coração.

    • Fome pela Vontade de Deus: Enquanto outros jovens poderiam estar distraídos com a cidade, Jesus estava no Templo, ouvindo e perguntando (v. 46). Ele desejava aprender e estar perto das coisas de Deus.

    • A Prioridade Máxima: Sua resposta a Maria é reveladora: "Não sabiam que eu devia estar na casa de meu Pai?" (v. 49). Ele compreendia que Sua missão principal era servir a Deus.

    • Nossa Essência: Assim como Jesus, nós também descobrimos nossa razão de ser quando entendemos que o "tudo" do homem é temer a Deus e guardar Seus mandamentos (Eclesiastes 12:13).

Como foi a Infância de Jesus? Lucas 2:40-52

Veja também

Conclusão

A infância de Jesus nos ensina que o crescimento espiritual não acontece por acaso; ele é fruto de um ambiente familiar devoto e de um coração pessoal disposto a aprender. Jesus sabia exatamente o que estava fazendo: Ele estava se preparando para servir. Não seria maravilhoso se todos nós, pais e filhos, tivéssemos essa mesma clareza de propósito? Que nossa maior responsabilidade seja, a exemplo de Jesus, servir ao Senhor com todo o nosso ser.


Doutrina da Encarnação: O Lado Humano de Jesus

 Este estudo bíblico explora a doutrina da Encarnação. Embora Jesus nunca tenha deixado de ser Deus, Ele escolheu plenamente a experiência humana. Ao compreender as limitações e sofrimentos que Ele enfrentou, podemos nos aproximar d'Ele com a certeza de que temos um Salvador que realmente nos entende.


TEMA: O Lado Humano de Jesus

Texto Base: Filipenses 2:4-8

Introdução

A Bíblia ensina claramente que Jesus é mais do que um homem; Ele é Deus encarnado (João 1:1-2, 14). Ele demonstrou poder divino sobre doenças, natureza e até sobre a morte. Negar Sua divindade é afastar-se da verdade bíblica.

No entanto, há outro aspecto vital: ao vir à Terra, Jesus "esvaziou-se" (Filipenses 2:7). Ele não fingiu ser homem; Ele tornou-se homem. Ele sentiu cansaço, fome, limitações de conhecimento e a dor da solidão. Veremos como essa humanidade O torna o Sumo Sacerdote perfeito para nós.


I. Sujeito às Enfermidades Humanas

Jesus não era imune às necessidades físicas que todos compartilhamos. Sua biologia era totalmente humana.

    • Necessidades Físicas: Ele sentiu fome ao caminhar pelas estradas (Mateus 21:18), sentiu sede extrema ao ponto de pedir água a uma desconhecida (João 4:7) e experimentou o cansaço físico que O fazia dormir profundamente mesmo em meio a uma tempestade (Lucas 8:23).

    • Vulnerabilidade: Jesus podia ser tentado justamente através dessas necessidades. O Diabo O atacou quando Ele estava fisicamente vulnerável após 40 dias de jejum (Mateus 4:2-4). Ele venceu a tentação não por não sentir fome, mas por priorizar a Palavra de Deus.


II. Limitação de Conhecimento

Como parte de Sua humilhação voluntária, Jesus aceitou as limitações do intelectu humano enquanto esteve na Terra.

    • Desenvolvimento Progressivo: Jesus não nasceu com o cérebro de um adulto onisciente; Ele cresceu em sabedoria e estatura (Lucas 2:40, 52).

    • Busca por Informações: Em Seus diálogos, Ele frequentemente pedia informações factuais, como quando perguntou ao pai de um jovem sobre há quanto tempo ele sofria de mudez (Marcos 9:21).

    • Conhecimento do Futuro: Em Sua natureza humana, Jesus declarou que não sabia o dia nem a hora de Sua segunda vinda, conhecimento que o Pai reservou para Si (Marcos 13:32).


III. Dependência dos Outros

Aquele que sustenta o universo com Sua palavra aprendeu o que significa precisar de outra pessoa.

    • Dependência Familiar: Jesus dependeu de Maria e José para alimentação, proteção e aprendizado. Ele aprendeu a profissão de carpinteiro com Seu pai terreno e recebeu formação espiritual no lar.

    • Dependência no Ministério: Ele não trabalhou sozinho. Dependia dos discípulos para auxílio prático e da generosidade de amigos como Lázaro, Nicodemos e mulheres que O serviam com seus bens. Ele experimentou a humildade de precisar de abrigo e comida providos por mãos humanas.


IV. A Experiência da Solidão

Jesus viveu a dor emocional de sentir-se isolado e abandonado.

    • Sem Lar Fixo: Ele viveu como um peregrino, sem um lugar para reclinar a cabeça (Lucas 9:58).

    • Abandono de Seguidores: Jesus sentiu a tristeza quando "muitos o abandonaram" e perguntou aos doze se eles também queriam ir embora (João 6:66-67).

    • O Getsêmani e a Cruz: No jardim, Ele buscou a companhia dos amigos, mas eles dormiram (Mateus 26:37-40). Na cruz, o ápice da solidão ocorreu quando Ele sentiu o abandono do próprio Pai ao carregar nossos pecados: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mateus 27:46). Isaías predisse que Ele seria o "homem de dores", rejeitado pelos homens (Isaías 53:3-4).


V. Sujeito à Tentação

Para ser um mediador justo, Jesus teve que enfrentar as mesmas batalhas que nós enfrentamos.

    • Tentado em Tudo: Ele foi tentado em todos os pontos, mas permaneceu sem pecado (Hebreus 4:15).

    • Ataques Persistentes: O Diabo O tentou no deserto e continuou buscando "momentos oportunos" ao longo de Sua vida (Lucas 4:13). Satanás usou até os amigos de Jesus, como Pedro, para tentar desviá-Lo do caminho da cruz (Mateus 16:23).


VI. Necessidade de Obedecer ao Pai

Na Terra, a relação de Jesus com o Pai foi de submissão e obediência fiel.

    • Foco na Vontade Divina: Sua "comida" era fazer a vontade dAquele que O enviou (João 4:34; 9:4). Ele não buscava Sua própria vontade, mas a do Pai (João 5:30).

    • Aprendizado pela Dor: Embora fosse Filho, Jesus "aprendeu a obediência" pelas coisas que sofreu (Hebreus 5:8-9). Isso atingiu o ápice no Getsêmani, quando Ele submeteu Sua vontade humana à divina: "Não seja como eu quero, mas como tu queres" (Mateus 26:39).

Doutrina da Encarnação: O Lado Humano de Jesus

Veja também

Conclusão

O lado humano de Jesus nos consola porque prova que Ele não olha para nossas fraquezas com indiferença, mas com empatia. Ele sentiu sua dor, seu cansaço e sua solidão. Porque Ele venceu como homem, Ele pode nos fortalecer para vencermos também. Ele é o Deus que se aproximou, o Criador que se tornou criatura para nos levar de volta ao Lar.


Quem vai Entrar no Céu?

 Este estudo bíblico nos confronta com a amplitude da graça de Deus e desafia os nossos preconceitos religiosos. Muitas vezes, construímos barreiras onde Deus estendeu pontes. Ao olharmos para as Escrituras, descobrimos que o Céu não é preenchido por pessoas "boas", mas por pecadores que aceitaram o convite do Salvador.


TEMA: QUEM VAI ENTRAR NO CÉU?

Introdução

Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, classificamos pessoas como “dignas” ou “indignas” da vida eterna baseados em nossa própria régua moral. O problema é que os critérios humanos raramente coincidem com os de Deus. A pergunta crucial não é quem nós achamos que merece o Céu, mas sim: O que Jesus ensinou sobre quem pode recebê-lo?


I. O Senhor ensinou que todos são prospectos para o Evangelho

Jesus nunca colocou uma placa de "entrada proibida" para qualquer categoria de pessoas.

    • Mandamento Universal: A ordem de Jesus é clara: o evangelho deve ser pregado a toda criatura (Marcos 16:15–16). Não há exceções geográficas, sociais ou morais.

    • O Coração Inclusivo de Deus: Na parábola do grande banquete, quando os convidados "dignos" recusaram, o senhor da casa mandou buscar os pobres, aleijados, mancos e cegos (Lucas 14:12-14, 21-23). O convite é amplo; quem limita o alcance somos nós.

    • Amor aos Inimigos: Se Jesus nos ordena amar e orar pelos nossos inimigos (Mateus 5:43-48), isso significa que eles também são alvos da graça. Se merecem o nosso amor, certamente merecem ouvir a mensagem que pode salvá-los.

    • A Semeadura Indiscriminada: Na parábola do semeador (Lucas 8:5ss), a semente é lançada em todos os tipos de solo. Nosso papel é semear com generosidade; o resultado da germinação pertence a Deus.


II. O Novo Testamento confirma que Deus quer a salvação de todos

A Igreja primitiva foi a prova viva de que o Evangelho derruba as barreiras que o mundo levanta.

    • Unidade sem Distinções: Em Cristo, as divisões de raça, classe social ou gênero perdem sua força segregadora (Gálatas 3:26–28). Ele derrubou o muro de separação que nos dividia (Efésios 2:13–14).

    • O Poder da Transformação: A igreja de Corinto era formada por ex-idólatras, adúlteros e ladrões. Paulo escreve: "E alguns de vós éreis assim..." (1 Coríntios 6:9-11). O Evangelho não serve para "melhorar" pessoas boas, mas para transformar pecadores arrependidos.

    • A Vontade Salvadora: Deus deseja que todos os homens sejam salvos (1 Timóteo 2:3–4). A única forma de alguém se tornar verdadeiramente "indigno" da vida eterna é através da rejeição consciente e persistente do evangelho, como advertiu Paulo em Atos 13:46. O que desqualifica o homem não é o tamanho do seu pecado, mas a recusa do perdão.


III. Pessoas que Jesus considerou dignas do Seu tempo

Jesus investiu tempo em pessoas que a sociedade de Sua época já havia descartado.

    • A Mulher Samaritana (João 4): Ela tinha tudo para ser rejeitada: era mulher (numa cultura machista), samaritana (rival religiosa) e imoral (cinco casamentos fracassados). Jesus viu nela o potencial de uma missionária que alcançou toda uma cidade (João 4:39).

    • Nicodemos (João 3): Ele era o oposto da samaritana: religioso, moral e respeitado. Mas Jesus lhe mostrou que até os "bons" precisam nascer de novo. A salvação não é por mérito, mas por graça (Efésios 2:7-9).

    • Zaqueu (Lucas 19:2–9): Um cobrador de impostos visto como traidor e corrupto. Jesus se convidou para sua casa porque viu ali um "filho de Abraão" perdido. Onde houve arrependimento, houve salvação imediata.

    • A Mulher Adúltera (João 8): Condenada pela lei dos homens, ela encontrou restauração em Jesus. Ele não aprovou o erro, mas ofereceu uma nova chance: "Vai e não peques mais".

Quem vai Entrar no Céu?

Veja também

  1. Pregação sobre Trabalhadores para Seara
  2. O que Acontece se a Cristão não Evangelizar?
  3. Pregação sobre Pedro Andou Sobre as Águas Mateus 14:24-33

Conclusão

Existem, sim, diferentes condições de coração. Alguns respondem rápido ao chamado, outros resistem por anos. No entanto, jamais temos o direito de descartar alguém por sua aparência, passado ou reputação.

A pessoa que ignoramos ou julgamos hoje pode ser o próximo "Apóstolo Paulo" nas mãos de Deus. Quem vai entrar no Céu? Todo aquele que, independentemente do que fez, ouve a voz de Cristo, crê, se arrepende e responde ao chamado.

Que Deus nos livre de julgar quem Ele ainda deseja salvar.

Gostaria de orar agora por alguém que você talvez tenha julgado como "difícil demais" para ser alcançado por Deus?


Pregação sobre Trabalhadores para Seara

 TEMA: POR QUE PRECISA-SE DE TRABALHADORES PARA A SEARA

Texto Base: Lucas 10:1–2

Introdução

Desde o início de Seu ministério, Jesus deixou claro que a proclamação do Evangelho não seria uma tarefa solitária. Antes mesmo da "Grande Comissão", Ele já treinava Seus discípulos em missões práticas. Em Lucas 10:1–2, ao enviar os setenta, Ele revela uma tensão que atravessa os séculos: a desproporção entre a abundância da colheita e a escassez de mãos dispostas. Esta realidade exige que a Igreja desperte para o seu papel fundamental como cooperadora de Deus.


I. “A Colheita é Verdadeiramente Grande”

A primeira constatação de Jesus é de otimismo e oportunidade. Onde o mundo vê caos, o Senhor vê uma colheita pronta.

    • Portas Abertas pelo Senhor: É Deus quem cria as oportunidades para a pregação. Paulo reconheceu quando portas foram abertas por Deus em Trôade (2 Coríntios 2:12) e pedia oração para que essas oportunidades continuassem surgindo (Colossenses 4:3).

    • Campos Preparados: O Espírito Santo dirige Seus servos para onde há corações prontos, como no chamado macedônio feito a Paulo em visão (Atos 16:9–10).

    • Responsabilidade Imediata: Se Deus abre portas que ninguém pode fechar (Apocalipse 3:7–8), nossa função é entrar por elas. Muitas vezes colhemos onde outros plantaram, mas o tempo da colheita é agora; os campos já estão "brancos" (João 4:35–38).

    • Lição: A oportunidade não é algo que criamos, mas algo que Deus providencia e nós devemos aproveitar.


II. “Os Trabalhadores são Poucos”

Apesar da grandeza da oportunidade, Jesus aponta um déficit crônico: a falta de pessoal.

    • Razões para a Escassez:

        ◦ Procrastinação: Muitos acreditam que "ainda há tempo" (João 4:35), esquecendo-se que a "noite vem", quando ninguém pode trabalhar (João 9:4). As virgens insensatas (Mateus 25) mostram o risco de deixar para depois o que é urgente hoje.

        ◦ Preguiça Espiritual: O medo do risco ou a simples acomodação impedem o serviço. O servo mau enterrou seu talento por medo e preguiça (Mateus 25:25–26), assemelhando-se ao preguiçoso de Provérbios que inventa desculpas para não sair de casa (Provérbios 26:13).

        ◦ Falta de Senso de Responsabilidade: O "Ide" foi dado a todos (Marcos 16:15). No início da Igreja, não eram apenas os apóstolos que pregavam, mas todos os que eram dispersos anunciavam a Palavra (Atos 8:4).

    • O Perigo da Indiferença: Enquanto a Igreja dorme, o inimigo semeia o joio (Mateus 13:24–25). O despertar espiritual é uma ordem bíblica para que possamos andar prudentemente e aproveitar o tempo (Efésios 5:14–15).

    • Lição: A falta de trabalhadores não é por falta de pessoas capazes, mas por falta de corações despertos e conscientes da prestação de contas (João 15:1–8).


III. “Orem ao Senhor da Colheita”

Jesus apresenta a solução: a oração que gera ação.

    • O Valor da Oração: Devemos orar fervorosamente para que a Palavra se espalhe e para que Deus levante obreiros (2 Tessalonicenses 3:1; Colossenses 4:3). A oração move a mão dAquele que é o dono da terra.

    • A Resposta da Oração pode ser Você: Existe uma hipocrisia em orar por trabalhadores e manter as mãos nos bolsos. O agricultor ora pela chuva, mas ara a terra.

    • A Atitude de Isaías: O objetivo da oração é que cheguemos ao ponto de dizer: "Eis-me aqui, envia-me a mim" (Isaías 6:8). Muitas vezes evitamos orar pelos trabalhadores porque no fundo sabemos que Deus pode apontar para nós como a resposta dessa oração.

    • Lição: A oração é o motor da missão, mas a disposição pessoal é o veículo.

Pregação sobre Trabalhadores para Seara

Veja também

  1. O que Acontece se a Cristão não Evangelizar?
  2. Pregação sobre Pedro Andou Sobre as Águas Mateus 14:24-33
  3. Qual é o Valor de uma Alma?

Conclusão

A colheita continua grande. Todos os dias, pessoas ao nosso redor passam para a eternidade sem conhecer a esperança do Evangelho. O Senhor da Seara continua buscando trabalhadores. O problema nunca esteve na seara, mas na falta de braços dispostos a se cansar por uma causa eterna.

Desafio Final:  Você tem orado por trabalhadores para a obra de Deus?  Você estaria disposto a ser a resposta dessa oração em sua família, vizinhança ou trabalho?


O que Acontece se a Cristão não Evangelizar?

 Este estudo bíblico aborda uma crise de identidade que muitas igrejas enfrentam: o silêncio evangelístico. Evangelizar não é apenas uma atividade de um departamento da igreja; é a razão de sua existência. Se a igreja para de evangelizar, ela não apenas deixa de crescer, ela começa a morrer espiritualmente.


TEMA: O QUE ACONTECE SE A IGREJA NÃO EVANGELIZAR?

Introdução

Muitos irmãos, se fossem honestos, perguntariam: "Por que tanto esforço com o evangelho?". Vivemos em uma época em que o trabalho parece árduo e os resultados visíveis são poucos. Por que manter essa preocupação constante? A resposta reside no fato de que o evangelismo não é uma opção para a igreja; é uma questão de vida ou morte — tanto para quem ouve quanto para quem deveria falar.


I. A Questão da Obediência ao Senhor

Devemos evangelizar, antes de tudo, porque o nosso Senhor não nos deu uma sugestão, mas uma ordem direta.

    • A Missão dada por Cristo: Jesus foi claro ao comissionar Seus seguidores em Mateus (28:18-20) e Marcos (16:15-16). Ele ordenou que o arrependimento e a remissão de pecados fossem pregados a todas as nações, começando por Jerusalém (Lucas 24:46-47).

    • Prova de Amor: A igreja primitiva não encarou isso com leviandade. Eles entenderam que obedecer a Cristo é a prova definitiva de amor por Ele. "Se me amais, guardareis os meus mandamentos" (João 14:15). Dizer "Senhor, Senhor" e não fazer o que Ele ordena é uma religiosidade vazia (Mateus 7:21).


II. A Natureza das "Boas Novas"

Evangelizar é compartilhar algo maravilhoso que recebemos. O termo "Evangelho" significa, literalmente, "boas notícias".

    • O Poder do Evangelho na Alma: Através dele, as pessoas recebem o perdão dos pecados (Atos 2:38) e uma nova alegria que transborda em comunhão (Atos 2:46-47). Ele oferece uma razão para viver e uma confiança absoluta diante da morte, como vimos no testemunho dos primeiros mártires.

    • O Desejo de Compartilhar: Quando alguém recebe uma notícia que muda sua vida para melhor, é natural querer contá-la. O amor de Cristo nos constrange a não vivermos mais para nós mesmos, mas para Aquele que por nós morreu e ressuscitou (2 Coríntios 5:14-15, 20).


III. O Perigo da Omissão Diante de um Mundo Perdido

A falta de evangelismo é uma tragédia humanitária espiritual. O mundo está perdido e a igreja possui o único antídoto.

    • A Condição dos Perdidos: As Escrituras são severas sobre o destino daqueles que não conhecem a Deus e não obedecem ao Evangelho: eles sofrerão a pena de eterna destruição (2 Tessalonicenses 1:7-9; Marcos 16:16).

    • O Único Caminho: O Evangelho é o poder de Deus para a salvação (Romanos 1:16). Não existe "plano B".

    • A Necessidade do Ouvir: Como as pessoas invocarão Aquele em quem não creram? E como crerão se não há quem pregue? (Romanos 10:14-17). O silêncio da igreja é o bloqueio do caminho da salvação para o próximo.


IV. A Autodestruição do Cristão que não Evangeliza

O impacto de não evangelizar recai sobre a própria igreja e sobre o cristão individualmente.

    • Pecado de Omissão: Desrespeitar uma ordem de fazer o bem é tão errado quanto praticar um ato proibido. "Aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado" (Tiago 4:17). Paulo sentia esse peso ao dizer: "Ai de mim se não anunciar o evangelho!" (1 Coríntios 9:16).

    • A Missão do Mestre: Buscar e salvar o perdido foi a missão que consumiu toda a atenção de Jesus (Lucas 19:10). O servo que não se envolve na obra do seu Senhor está desconectado d'Ele.

    • O Perigo de ser Cortado: Jesus advertiu que todo ramo que não dá fruto é tirado e lançado ao fogo (João 15:1-2). Dar frutos (ganhar almas) deve ser uma parte natural da vida cristã, assim como a videira produz uvas naturalmente (2 Coríntios 4:13).

O que Acontece se a Cristão não Evangelizar?


Conclusão

Se a igreja para de evangelizar, ela deixa de ser "igreja" no sentido bíblico para se tornar um clube social de benefícios mútuos. O custo do silêncio é alto demais: almas perdidas no mundo e cristãos atrofiados e infrutíferos dentro dos templos.

O evangelismo não é um peso, é o transbordar de uma fé viva. Que possamos retomar a urgência de buscar o que estava perdido, pois nisto reside a nossa maior honra e o nosso próprio sustento espiritual.


Divindade de Cristo: 5 Provas Bíblicas de que Jesus é Deus

Jesus é Deus? 5 Provas Bíblicas da Divindade de Cristo


Jesus é Deus? A divindade de Jesus em diversas passagens Bíblicas. A divindade de Cristo é um tema muito debatido na doutrina teológica, sobretudo após o lançamento do Livro O Código Da Vinci. Afinal, o que é divindade? Essa é uma resposta que o cristianismo e outras religiões debatem, constantemente, como a trindade (Pai, Filho e Espírito Santo).

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1. Jesus é Deus porque os Evangelhos ensinam sobre Sua Divindade


Os evangelhos ensinam claramente que Jesus é Deus. Vejamos alguns exemplos

Os Evangelhos são unânimes sobre a centralidade de Jesus, o Cristo: sua importância central para a nossa compreensão de Deus e como a nossa norma para vivendo em relação correta com Deus. Mas enquanto todos eles concordam com esta centralidade os diferentes autores do Novo Testamento têm diferentes maneiras de conceituar e explicando-o.

¹ No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. João 1:1
  • A divindade de Jesus revelada no evangelho de João - João 10:30,João 10:38, João 12:45, João 14:7-10, João 16:15
  • A divindade de Jesus é plena - Cl 2:9
  • A divindade de Jesus Cristo revela por Deus - Mt 17:5, I João 5:9
  • Ensino como Atributo da divindade - Mt 7:29,
  • A divindade de Cristo reconhecida - Mc 3:11.
  • Jo.10: 30 “Eu e Meu Pai somos um” (em Jo.17: 22 “... para que todos sejam um, assim como Somos Um.")
  • João 1: 1 “O Verbo era Deus” (“com Deus”, “ninguém viu a Deus” vs.18)
  • I Jo.5: 6-8 “Há três que testificam, o Pai, a Palavra e o Santo. Espírito.
  • Mat.28: 19 “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (todos os registros de os batismos na igreja primitiva estão em nome de “Jesus” - Atos 2:38, 8:15, 10:48, 19: 5)
Jesus é Deus: Por perdoar pecados resultando em salvação (Marcos 2.3-12; Mt 9.2-7; Lucas 5.17-26), Era o Filho em um sentido que foi significativamente maior do que um profeta (Marcos 12: 1-12; Mat 21: 33- 46; Lucas 20: 9-19) e  Era o Filho de Deus que era maior que os humanos e o celestial anjos (Marcos 13:32; Mat 24:36), Jesus faz uma confissão significativa em seu julgamento.  

2. Jesus é Deus como os Discípulos testificaram

Os primeiros discípulos de Jesus acreditaram que Jesus é o Messias (João 1:40-49).
  • André, um dos dois discípulos, primeiro testificou que Jesus era o Messias para seu irmão, Simão ( 40-42 ).
  • Jesus era o Messias prometido, o Rei de Israel. Ele não é apenas o Rei de Israel, mas também o Rei dos Reis. Ele é o governante e a autoridade da vida de todos os crentes (cf. Mateus 28:18).[Jesus é uma das três pessoas da Santíssima Trindade]
  • Jesus chamou Filipe para segui-lo até a Galiléia, e lá, ele encontrou Natanael e o levou a Jesus ( 43-46 ). Jesus provou sua divindade para Natanael, e então ele testificou que Jesus era o Filho de Deus ( 47-49 ).

3. O Apóstolo Paulo Testificou que Jesus é Deus


O apóstolo Paulo, cujas cartas foram todas escritas em 64 dC, ensinou que Jesus é Deus. Se você vai confessar com a sua boca "Jesus é o Senhor" e acreditar em seu coração que Deus O ressuscitou dentre os mortos, você será salvo. . . . “Para todos que chamam o nome do Senhor será salvo ”(Romanos 10: 9, 13). Nesta passagem, Paulo dá dois critérios a serem cumpridos para que a salvação seja concedida.

  1. I Tim.3: 16 "Deus foi manifestado na carne"
  2. Col.1: 15 "a forma visível do Deus invisível"
  3. Fp.2: 5-11 "existente na forma de Deus"
  4. Rom.1: 4 "declarou ser o filho de Deus pela ressurreição dos mortos."

4. O Livro de Hebreus demonstra a Supremacia de Cristo

Ele é o reflexo de A glória de Deus e a impressão exata do próprio ser de Deus ... ”Tendo referenciado as divindade, Hebreus estabelece sua supremacia.
  • • Jesus é Deus para Hebreus 1: 4-14, ele é superior aos anjos.
  • • Jesus é Deus para Hebreus 3: 1-6, ele é digno de mais glória do que Moisés.
  • • Jesus é Deus para Hebreus 6: 13-7: 10, ele é superior a Abraão.
  • • Jesus é Deus para Hebreus 7: 11-28, ele é superior a todos os outros sacerdotes.
  • • Jesus é Deus para Hebreus 8: 1-13, ele estabelece um pacto melhor entre nós e Deus que o Deus previamente estabelecido.
  • • Jesus é Deus para para Hebreus 9-10 de Hebreus, ele oferece um sacrifício melhor para leve nossos pecados do que qualquer outro sacrifício oferecido em nosso nome

5. João Batista declarou a divindade de Jesus

João Batista testemunhou que Jesus é o Salvador (João 1:19-39). ​Jesus livra do pecado os que Nele crêem

  • João Batista proclamou Jesus como Salvador em vez de se concentrar em si mesmo (19-34).
  • João até perdeu dois de seus discípulos para Jesus depois de dizer-lhes que Jesus era o Salvador ( 35-39 ).

As Escrituras que testemunham a divindade de Cristo.


I. JESUS REIVINDICOU A DIVINDADE PARA SI MESMO

A. Jesus reivindicou autoridade absoluta sobre a própria vida
    1. Ele tinha poder para dar e retomar a própria vida
        ◦ João 10:18
vAplicação: Nenhum mero homem possui autoridade sobre a vida e a morte.

B. Jesus se identificou como Jeová – o “EU SOU”
    1. O nome eterno de Deus revelado a Moisés
        ◦ Êxodo 3:14
    2. Jesus aplica esse nome a si mesmo
        ◦ João 8:28
        ◦ João 8:58
 Aplicação: Jesus não disse “eu fui criado”, mas “EU SOU”, afirmando eternidade.

C. Seus ouvintes entenderam exatamente o que Ele afirmava
    1. Seus inimigos reconheceram que Ele se fazia igual a Deus
        ◦ João 5:18
        ◦ João 8:59
    2. Seus discípulos também reconheceram sua divindade
        ◦ João 20:28
  Aplicação: A reação das pessoas prova que Jesus não estava apenas alegando ser um profeta.

II. JESUS ACEITOU ADORAÇÃO

A. A adoração pertence exclusivamente a Deus
    1. Só Deus deve ser adorado
        ◦ Mateus 4:9–10

B. Homens e anjos rejeitam adoração
    1. Pedro rejeita adoração
        ◦ Atos 10:25–26
    2. Anjos rejeitam adoração
        ◦ Apocalipse 19:10
        ◦ Apocalipse 22:9

C. Jesus aceitou adoração sem jamais repreender
    1. Adorado pelos discípulos
        ◦ Mateus 14:33
    2. Adorado após a ressurreição
        ◦ Mateus 28:9
        ◦ Lucas 24:52
    3. Adorado pelos anjos
        ◦ Hebreus 1:6
 Aplicação: Se Jesus não fosse Deus, aceitar adoração seria blasfêmia.

III. ESCRITORES INSPIRADOS DECLARARAM SUA DIVINDADE

A. O testemunho profético de Isaías
    1. Emanuel – Deus conosco
        ◦ Isaías 7:14
        ◦ Mateus 1:23
    2. Títulos divinos atribuídos ao Messias
        ◦ Isaías 9:6

B. O testemunho do apóstolo João
    1. O Verbo eterno é Deus
        ◦ João 1:1–2

C. O testemunho do apóstolo Paulo
    1. Criador e sustentador de todas as coisas
        ◦ Colossenses 1:15–17
    2. Chamado explicitamente de Deus
        ◦ Hebreus 1:8
 Aplicação: A igreja primitiva não inventou a divindade de Cristo — ela a proclamou.

IV. PASSAGENS CONSIDERADAS “PROBLEMÁTICAS” À LUZ DA BÍBLIA

A. A humilhação voluntária de Cristo
    1. “Nada faço por mim mesmo”
        ◦ João 8:28
    2. Refere-se à sua encarnação e submissão voluntária
        ◦ Filipenses 2:5–8

B. O título “Filho de Deus”
    1. Não indica inferioridade
    2. Para os judeus, significava igualdade com Deus
        ◦ João 5:18
 Aplicação: O título expressa natureza, não criação.

C. “O Pai é maior do que eu”
    1. Refere-se à posição funcional durante a encarnação
        ◦ João 14:28

D. “Primogênito de toda a criação”
    1. Não significa criado
        ◦ Colossenses 1:15
    2. O próprio texto afirma que Ele criou tudo
        ◦ Colossenses 1:16–17
 Aplicação: “Primogênito” aponta para supremacia e autoridade.

E. “O princípio da criação de Deus”
    1. Apocalipse 3:14
    2. “Arche” = origem, causa, fonte
    3. Harmoniza-se com Colossenses 1:16–17
 Aplicação: Jesus não é parte da criação — Ele é a fonte dela.

Jesus é Deus? A Bíblia Revela a Divindade de Jesus

Jesus é Deus para o Livro de Hebreus

Veja também

Conclusão

Alguns são hostis a Cristo como o caminho da salvação (João 8:12-20). Jesus disse que aqueles que crêem Nele são salvos das trevas do pecado (João 8:12).

Os fariseus disseram que Cristo precisava provar que poderia dar a vida eterna com duas testemunhas (João 8:13).

Jesus cumpriu o requisito da Lei de duas testemunhas, pois tanto ele quanto o Pai testemunham de sua divindade (João 8:14-19)..  

Muitas pessoas hoje não apenas discordam que Cristo é o único caminho para Deus – elas são hostis àqueles de nós que veem Cristo como o único caminho para a salvação!

Muitos acreditam que o Pai enviou Jesus do céu (João 8:21-30). Cristo afirmou que aqueles que rejeitassem que Deus o enviou morreriam em seus pecados (João 8:21-29). No entanto, muitas pessoas lá depositaram sua fé nele (João 8:30).

Os crentes em Jesus são libertos da escravidão para serem os descendentes espirituais de Abraão (João 8:31-Aqueles que rejeitam Jesus identificam o diabo como seu pai até o ponto de tentar matar o mensageiro (39-59).

Referências
http://www.apttoteach.org/Theology/Christ/pdf/502_Christ_diety.pdf
http://www.hisplacechurch.com/resources/uploads/1179
https://www.usna.edu/Chapel/_files/documents/sermons/2014/03/2014 03 02 - Sermon.pdf

Pregação sobre Pedro Andou Sobre as Águas Mateus 14:24-33

 Este estudo bíblico nos convida a analisar um dos episódios mais emblemáticos do Novo Testamento. A experiência de Pedro no Mar da Galileia é uma metáfora perfeita para a nossa jornada cristã: um misto de coragem, fé, distração e a graça imediata de Cristo.


TEMA: Pedro Andou Sobre as Águas

Texto Base: Mateus 14:24-33

Introdução

Quantas vezes nos sentimos impotentes, como se estivéssemos em um pequeno barco prestes a ser engolido por um mar de problemas e ansiedades? No ápice da tempestade, nossa maior necessidade não é apenas que o mar se acalme, mas que Jesus venha ao nosso encontro "sobre o mar".


I. Jesus Veio Até Eles

Jesus não é um Deus de "tempo bom"; Ele é o socorro presente na hora da angústia.

    • O Momento Exato: Jesus apareceu quando eles mais precisavam. Eles estavam exaustos e aterrorizados pelo balanço das ondas. A aparição de Jesus, inicialmente confundida com um fantasma, os traumatizou, mas era a resposta de Deus.

    • Presença em Meio às Águas Turbulentas: A vida humana é curta e cheia de inquietações (Jó 14:1). Jesus nos convida a trocar o fardo pesado da ansiedade pelo Seu jugo suave (Mateus 11:28-30).

    • Lançando Preocupações: Ele não quer apenas nos ver lutar; Ele quer que lancemos sobre Ele toda a nossa ansiedade, pois Ele cuida de nós (1 Pedro 5:7).


II. Pela Fé, Pedro Fez o Impossível

O milagre não foi apenas Jesus andar sobre as águas, mas um homem comum também fazê-lo.

    • O Passo de Fé: Pedro deu o passo para fora do barco (v. 29). Naquele momento, ele ignorou as leis da física e o rugido do vento porque seus olhos estavam fixos na Pessoa de Jesus.

    • A Força da Fé: Quando estamos em Cristo, podemos todas as coisas Naquele que nos fortalece (Filipenses 4:13). Uma fé do tamanho de um grão de mostarda pode mover montanhas e vencer o mundo (Mateus 17:20; 1 João 5:4).

    • Caminhar pelo que não se vê: Deus se agrada quando paramos de andar pelo que vemos (circunstâncias) e passamos a andar pela fé, pois sem fé é impossível agradar a Deus (2 Coríntios 5:7; Hebreus 11:6).


III. Mas Então a Fé de Pedro Vacilou

O problema de Pedro não foi a força do vento, mas a mudança do seu foco.

    • O Desvio do Olhar: "Reparando, porém, na força do vento, teve medo" (Mateus 14:30). No momento em que Pedro parou de olhar para o Mestre e começou a olhar para o problema, a dúvida — o maior inimigo da fé — se instalou.

    • Atitude Vencedora: Deveríamos ter a convicção de Paulo: se Deus é por nós, quem será contra nós? (Romanos 8:31). O vento pode soprar, mas ele não tem poder sobre quem está sob a proteção divina.


IV. Pedro Começou a Afundar

O desânimo e o foco errado têm um efeito imediato: o peso da realidade nos puxa para baixo.

    • Vencidos pelas Circunstâncias: Assim como Pedro, nós também podemos ser vencidos se nos deixarmos envolver novamente pelas corrupções e medos do mundo (2 Pedro 2:20).

    • A Promessa de Vitória: No entanto, Deus promete que nossa fé em Cristo é a vitória que vence o mundo (1 João 5:4-5). Ele é fiel e não permitirá que sejamos tentados ou provados além de nossas forças, providenciando sempre o escape (1 Coríntios 10:13).


V. Pedro Fez a Coisa Certa: Ele Clamou!

A falha de Pedro não foi o fim da sua história porque ele soube para quem gritar.

    • Reconhecimento da Necessidade: Ao sentir-se afundar, Pedro clamou: "Senhor, salva-me!". É o mesmo clamor do publicano pedindo misericórdia (Lucas 18:13) e do salmista pedindo para ser tirado do lodo profundo (Salmos 69:1-2).

    • Falha Temporária, Graça Permanente: Todos nós falhamos, mas a graça de Deus se aperfeiçoa em nossa fraqueza (2 Coríntios 12:9). Pedro teve que admitir que não conseguia andar sozinho.

    • Porta Aberta para o Perdão: Jesus está à porta e bate (Apocalipse 3:20). Ele oferece perdão e redenção pelo Seu sangue (Efésios 1:7) e purificação constante para o cristão que confessa seus erros (1 João 1:9).

Pregação sobre Pedro Andou Sobre as Águas Mateus 14:24-33
Veja também
  1. Qual é o Valor de uma Alma?
  2. Por que somos Importantes para DEUS?
  3. Quais são as Características daquele que não Teme a Deus?

Conclusão

A história de Pedro andando sobre as águas nos ensina que o segredo não está na ausência da tempestade, mas na manutenção do foco em Jesus. Se você está afundando hoje, não tente nadar sozinho. Faça como Pedro: reconheça sua limitação, clame pelo socorro do Mestre e sinta a mão d’Ele te puxando de volta para cima da água.


O Cristão pode Fumar Cigarro? Estudo Bíblico

 Este estudo bíblico propõe uma análise franca e bíblica sobre o hábito de fumar. Embora o tabaco não seja mencionado nominalmente nas Escrituras (por ser um produto introduzido no mundo antigo muito depois), a Palavra de Deus nos oferece princípios eternos que regem o cuidado com o corpo, a liberdade espiritual e a nossa influência na sociedade.


TEMA: O Cristão pode Fumar Cigarro?

Introdução

Muitos questionam se o uso do cigarro é "pecado" ou apenas um "hábito ruim". Ao analisarmos as Escrituras, compreendemos que o cristão deve buscar o que é proveitoso e o que glorifica a Deus. Substâncias que prejudicam a saúde física, escravizam a vontade e comprometem o testemunho moral não condizem com a vida transformada em Cristo.


I. Princípios para Julgamentos Morais

Antes de olhar para o cigarro em si, precisamos estabelecer a base de nossa ética cristã:

    • A Bíblia é Suficiente: Ela contém princípios para todas as questões da vida moderna.

    • Propriedade Divina: Nossos corpos não nos pertencem; são propriedade de Deus. Profanar o que é d'Ele é um erro grave.

    • O Criador Sabe Mais: Deus nos projetou e sabe o que é benéfico para o funcionamento do nosso organismo.

    • Santidade da Vida: Se a vida é sagrada, abreviar a própria existência através de substâncias tóxicas é uma afronta ao Doador da vida.

    • O Próximo: Se uma prática faz meu irmão tropeçar ou serve de mau exemplo, ela deve ser abandonada por amor.


II. Um Cristão deve usar Tabaco?

A. A Natureza do Produto

O tabaco contém nicotina, um dos venenos mais letais conhecidos, com toxicidade comparável ao cianeto. Tradicionalmente usada como inseticida, a nicotina só não mata o fumante instantaneamente porque é consumida de forma diluída.

B. O "Coquetel" de Venenos

Ao fumar, o indivíduo ingere:

    1. Nicotina: Causa dependência severa.

    2. Monóxido de Carbono: O mesmo gás letal que sai do escapamento dos carros.

    3. Substâncias Cancerígenas: Agentes químicos que destroem as células e causam câncer.

C. Razões Bíblicas para não Fumar

    1. A Consciência do Usuário: Raramente um fumante recomenda o hábito a um jovem. A maioria admite que é um vício nocivo. A irritação ao discutir o tema geralmente revela uma consciência pesada.

    2. Prática Questionável: Se há dúvida sobre se algo agrada a Deus, a Bíblia recomenda não fazer. "Tudo o que não provém da fé é pecado" (Romanos 14:14, 23).

    3. Escravidão e Vício: O cristão foi liberto para servir a Deus, não para ser controlado por uma substância. "Não me deixarei dominar por coisa alguma" (1 Coríntios 6:12). Quem é vencido por um hábito torna-se escravo dele (2 Pedro 2:19).

    4. Destruição do Templo: O corpo do cristão é o templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19-20). Fumar é introduzir deliberadamente agentes destrutivos no santuário de Deus. Devemos nos purificar de toda contaminação da carne (2 Coríntios 7:1).

    5. Dano à Influência: O cristão é chamado para ser luz e sal (Mateus 5:16). O fumo muitas vezes causa rejeição nos não-cristãos e vergonha entre os irmãos, diminuindo a autoridade do testemunho do crente (1 Timóteo 4:12).


III. Argumentos Comuns e a Verdade Bíblica

    • "A Bíblia não proíbe o cigarro": Ela também não proíbe heroína ou veneno de rato nominalmente, mas proíbe a destruição do corpo e a falta de sobriedade.

    • "O que contamina é o que sai da boca" (Mateus 15:18): Jesus aqui falava de rituais de lavagem de mãos, não de ingerir veneno. Se fôssemos usar esse texto para tudo, poderíamos dizer que o uso de drogas pesadas é aceitável, o que é um absurdo teológico.

    • "Conheço alguém que fumou e viveu muito": Casos isolados não anulam a ciência e a estatística. Arriscar uma morte agonizante por câncer baseando-se na exceção é imprudência e falta de zelo pela vida.

    • "Comer demais também faz mal": A gula é, de fato, um pecado. Porém, o erro de uns não justifica o erro de outros. Precisamos tratar todos os vícios com a mesma seriedade bíblica.

O Cristão pode Fumar Cigarro?

Veja também

Conclusão e Apelo

Parar de fumar é, reconhecidamente, uma das batalhas mais difíceis devido à dependência química e psicológica. Como igreja, não devemos olhar com arrogância para quem luta contra o tabagismo, mas com compaixão e prontidão para ajudar (Gálatas 6:1).

Se você fuma, entenda que Deus deseja sua liberdade total. Ele quer que seu corpo seja um instrumento de justiça, e não um escravo do tabaco.

Próximo Passo: Busque a ajuda do Senhor em oração hoje mesmo. Peça que Ele fortaleça sua vontade. 


Qual é o Valor de uma Alma?

 Este estudo bíblico nos convida a uma reflexão profunda sobre a única parte do nosso ser que é eterna. Em um mundo focado no acúmulo de bens materiais e na estética do corpo, frequentemente esquecemos que carregamos em nós algo que o próprio Criador considera inestimável: a nossa alma.


TEMA: QUAL É O VALOR DE UMA ALMA?

Introdução

Muitas pessoas vivem o dia a dia sem perceber o tesouro que carregam dentro de si. Gastamos fortunas para manter o corpo e os bens, mas pouco investimos na saúde da alma. Para entendermos o valor real de uma alma, precisamos observar como os principais agentes do universo — Deus, Cristo e Satanás — a avaliam.


I. A Avaliação de Deus: O Valor da Origem

Deus avalia a alma com base em sua procedência e no custo de sua recuperação.

    • A Origem Divina: A alma não é fruto da evolução biológica, mas do fôlego direto de Deus (Gênesis 2:7). Ele é o proprietário de todas as almas (Ezequiel 18:4), e é para Ele que o espírito retorna após a morte (Eclesiastes 12:7).

    • O Plano de Resgate: Deus não abandonou a alma à deriva. Ele enviou Seu Filho no tempo certo para resgatar aqueles que estavam sob a lei (Gálatas 4:4-5), agindo como o Pastor que busca as ovelhas desgarradas para trazê-las de volta ao Bispo de suas almas (1 Pedro 2:25).

    • O Preço de Entrega: O valor de algo é medido pelo que se sacrifica por ele. Deus entregou a "joia mais bela do Céu", Seu Filho unigênito, porque considerou a sua alma digna desse sacrifício (João 3:16; 1 João 4:9).


II. A Avaliação de Cristo: O Valor do Sacrifício

Jesus não apenas estimou o valor da alma; Ele pagou a conta em moeda de sangue.

    • A Agonia Antecipada: No Getsêmani, Jesus sentiu o peso do preço a ser pago. Sua tristeza profunda e Seu suor de sangue mostram que salvar uma alma exigia um esforço além da compreensão humana (Mateus 26:37-39).

    • O Valor do Resgatado: Jesus não sofreu açoites, escárnios e a cruz para salvar algo sem valor. Ele não morreu por "lixo", mas por seres criados à imagem de Deus, mesmo que estivessem desfigurados pelo pecado (Mateus 27:26-31).

    • A Determinação do Redentor: Embora tenha sido desprezado e ferido, o preço não foi alto demais para Ele. Como o "Cordeiro mudo", Ele aceitou a dor para que nossas feridas fossem curadas (Isaías 53:3-7).

    • A Matemática de Jesus: Ele deixou uma pergunta retórica que define o valor absoluto: "Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que daria o homem em recompensa da sua alma?" (Marcos 8:36-37). Para Cristo, uma única alma vale mais que todo o planeta.


III. A Avaliação de Satanás: O Valor do Alvo

Até o inimigo de nossas almas reconhece o valor delas, investindo todo o seu esforço para corrompê-las e escravizá-las.

    • O Invejoso do Relacionamento: Satanás odeia ver uma alma em comunhão com Deus. Ele tentou provar que a fé de Jó era interesseira, pois sabe que uma alma fiel glorifica ao Criador (Jó 1:8-11).

    • O Predador Ativo: Ninguém é irrelevante para o inimigo. Ele desejou "cirandar" Pedro como trigo e continua rugindo como um leão, procurando a quem possa devorar (Lucas 22:31-32; 1 Pedro 5:8). Ele usa armadilhas e laços para prender os incautos (1 Timóteo 3:7).

    • O Estrategista da Cegueira: A maior tática de Satanás é cegar o entendimento das pessoas para que elas não vejam a luz do evangelho, mantendo-as focadas no temporário para que percam o eterno (2 Coríntios 4:3-4).

Qual é o Valor de uma Alma?

Veja também

  1. Por que somos Importantes para DEUS?
  2. Quais são as Características daquele que não Teme a Deus?
  3. A Bíblia tem Grande Poder?

Conclusão

No final desta vida, todas as suas conquistas, títulos e bens ficarão para trás. O único bem verdadeiramente valioso que você levará para a eternidade é a sua alma. Não subestime o seu valor eterno. Deus a criou, Jesus a comprou e o inimigo a deseja.


 

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