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Pregação sobre Pilatos: O que devo fazer com Jesus, chamado Cristo?

Pilatos: O Que Devo Fazer Com Jesus, Chamado Cristo?

Neste estudo, apresento uma abordagem fundamentada na exegese dos Evangelhos e na teologia bíblica, demonstrando que a pergunta de Pilatos — “O que farei de Jesus, chamado Cristo?” — continua sendo a questão central de toda a humanidade, exigindo uma resposta pessoal, consciente e espiritualmente responsável.  Como Professor de Homilética e dedicado à formação de líderes e pregadores, tenho observado que a figura de Pilatos é frequentemente tratada apenas como um personagem histórico, sem a devida aplicação espiritual. 

A pergunta que Pôncio Pilatos fez à multidão no dia da crucificação de Jesus, "Que farei então de Jesus, chamado Cristo?", é uma das questões mais importantes que qualquer pessoa pode enfrentar. Assim como Pilatos, cada um de nós é confrontado com essa decisão. Não é uma pergunta que podemos ignorar ou adiar; é pessoal, inevitável e tem consequências eternas.

Assim como Jesus estava diante de Pilatos naquele dia, Ele está diante de você hoje. Você O aceitará ou O rejeitará? Você O coroará como Senhor ou O crucificará em seu coração? A sua escolha, assim como a de Pilatos, será influenciada pelas vozes que você escolhe ouvir.

O que devo fazer com Jesus, chamado Cristo?

1. Ouça a Voz da Razão

Pilatos não era um homem tolo; ele sabia que a acusação contra Jesus era motivada por inveja (Mateus 27:18). A voz da razão lhe dizia que Jesus era inocente. Para nós hoje, a razão também aponta para Jesus.
    • Jesus é o "Santo de Deus" (Marcos 1:24): A razão nos leva a ver que a vida, os ensinamentos e os milagres de Jesus são incomparáveis.
    • Ele é o "Cordeiro de Deus" (João 1:29): A razão nos diz que apenas um sacrifício perfeito poderia remover o pecado do mundo.
    • A Palavra de Deus é Razoável: A Bíblia é cheia de razões para crer. O apóstolo Paulo, por exemplo, usava a razão baseada nas Escrituras para convencer as pessoas de que Jesus era o Cristo (Atos 17:17).

2. Ouça a Voz da Advertência

Pilatos não deu ouvidos à sua esposa, que o advertiu de que não deveria ter nada a ver com Jesus (Mateus 27:19). Da mesma forma, Deus nos envia advertências hoje.
    • Advertências de Entes Queridos: Muitos foram avisados por familiares e amigos que oraram por eles e imploraram para que se voltassem para Jesus, evitando o castigo do inferno (Lucas 16:27-28).
    • A Advertência da Palavra: A Bíblia é a voz de advertência de Deus para nós hoje. Ela nos avisa sobre a morte e o juízo vindouro (Hebreus 9:27-28; 2 Coríntios 5:10).

3. Ouça a Voz do Espírito em Sua Consciência

A própria consciência de Pilatos lhe dizia que Jesus era inocente. Ao lavar as mãos, ele tentou, inutilmente, se livrar de sua responsabilidade e de seu sentimento de culpa (Mateus 27:23-24).
    • Sua Consciência Sabe a Verdade: Sua consciência também lhe diz que algo está errado em sua vida e que a reconciliação com Jesus é necessária. Ela é a voz interna que aponta para a inocência de Jesus e para a sua própria necessidade de salvação.
    • Você Não Pode Se Livrar de Jesus: Pilatos tentou se livrar de Jesus, mandando-O para Herodes, mas Jesus foi enviado de volta. Você também não pode se livrar de Jesus; a decisão permanece em suas mãos.

4. Ouça a Voz de Jesus

A maior voz que confrontou Pilatos foi a de Jesus (João 18:37). Jesus lhe disse que Ele era um Rei e que "todo aquele que é da verdade ouve a minha voz."
    • A Voz Poderosa de Jesus: A voz de Jesus é poderosa, cheia de majestade (Salmo 29:4) e traz vida aos que a ouvem (João 5:25).
    • Jesus Bate à Porta: A voz de Jesus hoje é um convite pessoal. "Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele, e ele comigo" (Apocalipse 3:20).

5. Não Se Baseie Somente na Voz da Multidão

No final, Pilatos não ouviu a razão, a advertência, sua consciência ou a voz de Jesus. Ele ouviu a voz da multidão, que clamava por Barrabás e exigia a crucificação de Jesus (Marcos 15:15).
    • A Pressão da Opinião Pública: Pilatos cedeu à voz opressiva da multidão, que estava sendo persuadida pelos líderes religiosos (Mateus 27:20). Ele escolheu agradar aos homens em vez de fazer o que era certo.
    • O Veredito Final: Embora não tenha encontrado falha em Jesus, a decisão de Pilatos de ceder à opinião pública selou o seu destino para sempre.
Não cometa o mesmo erro de Pilatos. A decisão sobre o que fazer com Jesus, chamado Cristo, é sua e de mais ninguém. A sua eternidade depende disso.

6. Por que Pilatos Lava as Mãos?

Pilatos foi o governador romano da província da Judeia durante o período em que Jesus Cristo foi julgado e crucificado. A narrativa bíblica nos Evangelhos oferece insights sobre a percepção de Pilatos em relação a Jesus e às circunstâncias de sua prisão e julgamento. Vou explicar cada um dos pontos que você mencionou:

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Pilatos sabia que o motivo da prisão de Jesus era a inveja (Mateus 27:18):

De acordo com o Evangelho de Mateus, Pilatos estava ciente de que os líderes religiosos haviam entregado Jesus para ser julgado e condenado por inveja. Eles viam Jesus como uma ameaça às suas posições e influência, e por isso desejavam sua eliminação.

Pilatos sabia que Jesus era inocente (Lucas 23:4, 14, 22):

Os Evangelhos de Lucas destacam que Pilatos reconheceu a inocência de Jesus após questioná-lo e ouvir suas respostas. Ele declarou publicamente em várias ocasiões que não encontrou motivo para condenar Jesus, indicando sua percepção de que Jesus não era culpado de nenhum crime merecedor de pena de morte.

Pilatos sabia que Jesus era justo; sua esposa teve um sonho sobre isso (Mateus 27:19):

O Evangelho de Mateus relata que a esposa de Pilatos teve um sonho que a perturbou, indicando que Jesus era um homem justo. Ela compartilhou esse sonho com Pilatos, aumentando suas dúvidas sobre a condenação de Jesus.

Pilatos sabia que os líderes estavam mentindo (Lucas 23:1-2, João 18:36):

Os Evangelhos de Lucas e João sugerem que Pilatos percebeu que os líderes estavam fazendo acusações falsas contra Jesus. Eles o acusaram de reivindicar ser o Rei, o que poderia ser interpretado como uma ameaça à autoridade romana. No entanto, Pilatos viu que Jesus não representava uma ameaça política real.

Pilatos sabia que Barrabás era um criminoso violento culpado dos crimes que os governantes acusavam Jesus de cometer (Marcos 15:6-7, Lucas 23:1-5):

Os Evangelhos de Marcos e Lucas mencionam que Pilatos ofereceu à multidão a opção de libertar Jesus ou Barrabás, um criminoso notório e violento. Pilatos sabia que Barrabás era culpado dos crimes pelos quais os líderes  acusavam Jesus, tornando ainda mais evidente a inocência de Jesus em comparação.

Pilatos sabia que Barrabás merecia a morte que a turba queria para Jesus (Marcos 15:13-14):

Nos Evangelhos de Marcos, Pilatos perguntou à multidão o que deveria fazer com Jesus e Barrabás. A multidão exigiu a libertação de Barrabás e a crucificação de Jesus. Pilatos, embora reconhecendo a injustiça dessa decisão, cedeu à pressão popular, permitindo que Barrabás fosse solto em vez de Jesus, mesmo sabendo que Barrabás merecia a pena de morte.


Então ele o entregou para ser crucificado.

  • Pilatos sabia que o motivo da prisão de Jesus era inveja. - Mateus 27:18
Então ele o entregou... para ser crucificado.
  • Pilatos sabia que era inocente. - Lucas 23:4, 14, 22
  • Pilatos sabia que era justo, pois sua mulher tivera um sonho sobre isso. - Mateus 27:19
Então ele o entregou... para ser crucificado.
  • Pilatos sabia que os líderes judeus estavam mentindo - Lucas 23:1-2, João 18:36
  • Pilatos sabia que Barrabás era um criminoso violento, culpado dos crimes pelos quais os governantes judeus acusavam Jesus. - Marcos 15:6-7, Lucas 23:1-5
  • Pilatos sabia que Barrabás merecia a morte que a multidão queria para Jesus. - Marcos 15:13-14
Então ele o entregou... para ser crucificado.
Pilatos demonstrou o ápice da incompetência e da inutilidade como governante.
Mas Pilatos não foi o único a entregá-lo para ser crucificado.
  • Seu próprio povo ignorou os anos de estudo do Antigo Testamento que deveriam tê-los ajudado a reconhecer o Messias.
Mas Pilatos não foi o único a entregá-lo para ser crucificado.
  • Seu próprio discípulo levou os soldados ao jardim e o traiu com um beijo em troca de 30 moedas de prata.
Mas Pilatos não foi o único a entregá-lo para ser crucificado.
  • Seus outros discípulos fugiram após a prisão. Certamente esses outros onze poderiam ter reunido algumas testemunhas em sua defesa.
Mas Pilatos não foi o único a entregá-lo para ser crucificado.
  • E cada vez que escolhemos ignorá-lo como nosso Senhor, ou vender nossas almas por dinheiro, ou covardemente deixarmos de defender Jesus.
Nós o entregamos... para ser crucificado.
  • Graças a Deus, Ele quis demonstrar Seu grande amor por nós...

Pregação sobre Pilatos: O que devo fazer com Jesus, chamado Cristo?

Conclusão

    • Como Jesus estava nas mãos de Pilatos;

    • Ele agora está em suas mãos! 

    • O que você fará com Jesus? 

    • Ouça a voz da razão, a voz dos entes queridos, a voz da sua própria consciência e, especialmente, ouça a voz de Jesus!

    • E não lave as mãos daquele que será seu juiz no final.

Resumo Homilético  

Aplicação Prática: Respondendo à Pergunta de Pilatos
  • Reconheça que a decisão sobre Jesus é inevitável
  • Não decidir já é uma decisão; todos precisam responder à pessoa de Cristo.
  • Evite a neutralidade espiritual
  • Pilatos tentou se isentar, mas a responsabilidade espiritual não pode ser transferida.
Escolha Cristo com convicção e compromisso
A resposta correta à pergunta de Pilatos é uma entrega total, fundamentada na hermenêutica bíblica.


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Autor: Ronaldo G. da Silva é Bacharel em Teologia e Professor de Homilética sendo Pós-Graduado em Educação pela UFF. Entusiasta do trabalho de evangelização e divulgação da Palavra de Deus.
 

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