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Vivendo em Tempos de Guerra Espiritual 1 Samuel 17:1-58

 Vivendo em Tempos de Guerra Espiritual

Nenhum soldado entra em um campo de batalha sem saber que está em guerra. O apóstolo Paulo utiliza a metáfora militar para descrever a vida cristã, exortando Timóteo a "sofrer as aflições como bom soldado de Jesus Cristo". Ele nos adverte que, para agradar Àquele que nos arregimentou, não devemos nos embaraçar com os negócios desta vida.

Em qualquer conflito, a preparação é vital. Para vencer, é necessário identificar o inimigo e conhecer suas táticas. O apóstolo Pedro descreve nosso adversário, o Diabo, como um "leão que ruge, procurando a quem possa devorar" (1 Pe 5:8-11). Se quisermos resistir e permanecer firmes, precisamos entender como esse inimigo ataca. Ele foca seus esforços em dois alvos principais: a Palavra de Deus e a nossa alma.

Se estivermos em guerra

  •  Devemos suportar dificuldades (2 Timóteo 2:3).
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I. O Ataque à Palavra de Deus

A primeira estratégia do inimigo não é um ataque físico, mas um ataque à verdade. Se o Diabo conseguir minar a sua confiança na Bíblia, ele terá desarmado você.

O Roubo da Semente: Jesus ensinou na Parábola do Semeador que, quando alguém ouve a palavra do Reino e não a entende, vem o maligno e arrebata o que foi semeado no coração (Mateus 13:18-19). O Diabo quer impedir que a Palavra crie raízes.

A Semeadura da Dúvida: Desde o Éden, o método do inimigo é questionar a clareza de Deus: "É assim que Deus disse?" (Gênesis 3:1-5). Ele tenta convencer o homem de que a Bíblia é confusa, contraditória ou ultrapassada. Contra isso, devemos ser como os bereanos, examinando as Escrituras diariamente (Atos 17:11).

A Exploração da Ignorância: O Diabo ganha terreno onde há falta de estudo. Pedro alertou que os "indoutos e inconstantes" torcem as Escrituras para sua própria perdição (2 Pedro 3:14-16). A nossa defesa é a diligência em nos apresentarmos aprovados, manejando bem a palavra da verdade (2 Timóteo 2:15).

II. O Ataque à Alma do Homem

O inimigo conhece as nossas fraquezas e utiliza um "tripé de tentações" para tentar derrubar o soldado de Cristo. João identifica esses três caminhos de ataque (1 João 2:16).

A. As Três Portas de Entrada

A Concupiscência da Carne: É o desejo desordenado por prazeres físicos. Jesus elevou o padrão, mostrando que o pecado começa no olhar e no coração (Mateus 5:27-28). Davi, um grande soldado, caiu nesta armadilha ao deixar o olhar se transformar em cobiça e adultério (2 Samuel 11:2).

A Concupiscência dos Olhos: É o desejo insaciável de possuir o que vemos. Provérbios nos lembra que os olhos do homem nunca se fartam (Provérbios 27:20). Salomão experimentou tudo o que seus olhos desejaram e concluiu que tudo era vaidade (Eclesiastes 2:1-11). O Diabo tenta nos convencer de que a felicidade está no que "ainda não temos".

A Soberba da Vida: É o orgulho, a autossuficiência e a busca pela glória própria. Deus abomina o olhar altivo. A Bíblia é clara: "A soberba precede a ruína" (Provérbios 16:18). O orgulho nos faz acreditar que não precisamos de Deus ou que somos superiores aos nossos irmãos.

B. O Limite do Ataque

É importante lembrar que, embora o Diabo seja poderoso, ele não é onipotente. No caso de Jó, vemos que o inimigo pôde tocar em seus bens e em seu corpo, mas Deus estabeleceu limites (Jó 1:9-22; 2:9). O Diabo pode sugerir, mas ele não pode forçar o cristão que está revestido da armadura de Deus.


I. Estamos Todos em Guerra (1 Samuel 17:1-58 Números 32:6):

A primeira coisa que devemos entender é que a guerra espiritual não é uma opção para os crentes, mas uma realidade inegável. Assim como os israelitas foram chamados a lutar por sua herança, nós também estamos em uma guerra espiritual. 

Jesus nos garantiu "Tenha bom ânimo; eu venci o mundo." (João 16:33)

A influência do Diabo está ao nosso redor! O diabo é o “príncipe deste mundo”! Jo. 12:31; 14:30; 16:11. Mas Jesus é a luz do mundo.  (Jo 8: 12).

Essa guerra envolve forças invisíveis que buscam enfraquecer nossa fé, nos afastar de Deus e nos destruir espiritualmente. Negar essa realidade é deixar-se vulnerável aos ataques do inimigo.

A Batalha é do Senhor (1 Samuel 17:1-58)

Um desafio lançado. (1 Samuel 17:1-11).

O povo de Deus sempre terá inimigos.

  • (1 Pedro 3:8) O Diabo é um leão que ruge...
  • (João 15:18-20) A perseguição está garantida.

II Devemos Estar Preparados para a Guerra (Efésios 6:10-18):

Paulo nos fornece um guia valioso sobre como nos preparar para a guerra espiritual em Efésios 6. Ele nos instrui a nos revestir com a armadura de Deus, que inclui o cinto da verdade, a couraça da justiça, os sapatos do evangelho da paz, o escudo da fé, o capacete da salvação e a espada do Espírito. 

Esta armadura é vital para resistir aos ataques do inimigo. Além disso, ele nos encoraja a orar em todo o tempo, o que fortalece nossa conexão com Deus e nos mantém alerta na guerra.

Uma causa a defender (1 Samuel 17:12-37).

  • (Romanos 8:38-39) O que pode nos separar do amor de Deus?
  • (2 Coríntios 11:26) Em perigos entre irmãos.
Conheço as Escrituras o suficiente para batalhar pela Fé?
  • Devo estar sempre pronto para batalhar (1 Pe 3:15).
  • Devo ter “provado” minha confiança de antemão (1 Ts 5:17).

III. Nessa guerra Devemos Lutar por Algo que Vale a Pena (Hebreus 11:9-10, 13-16):

Na guerra espiritual, nossa motivação desempenha um papel fundamental. Devemos entender que estamos lutando por algo de valor inestimável: nossa fé, nossa salvação e nosso relacionamento com Deus. 

Assim como Abraão e os heróis da fé mencionados em Hebreus 11, buscamos uma pátria celestial, uma cidade cujo arquiteto e construtor é Deus. Devemos lembrar que, apesar das dificuldades e desafios da guerra espiritual, o prêmio da nossa fé é incomparável.

Um campeão a ser coroado (1 Samuel 17:38-38).
Nossas vitórias são dadas por Deus, não conquistadas.
  • (Juízes 7) Gideão e os 300 homens.
  • (Josué 6) Josué e Jericó.
  • (1 Coríntios 15:10) Pela graça de Deus, sou o que sou.
O resultado da batalha já foi decidido. (Daniel 3:16-18) (Romanos 8:37).

Vivendo em Tempos de Guerra Espiritual 1 Samuel 17:1-58

Veja também

Conclusão:

Devocional

Para sermos bem-sucedidos nesta guerra, não podemos ser negligentes. Precisamos conhecer as ciladas do inimigo para não sermos surpreendidos por elas. O soldado que ignora a estratégia do adversário já está a meio caminho da derrota.

No entanto, a vitória não depende da nossa força, mas da nossa posição em Cristo. Existe um limite para o que o Diabo pode fazer. Tiago nos dá a fórmula da vitória: "Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tiago 4:7).

Não deixe que o inimigo ganhe vantagem através da sua falta de estudo ou da sua falta de vigilância sobre os desejos do coração. Permaneça na Palavra, guarde a sua alma e lute o bom combate.

Viver em tempos de guerra espiritual é uma realidade para todos os crentes. Não podemos ignorar essa batalha, mas devemos estar preparados e armados com a armadura de Deus. Lutamos por algo de valor inestimável: nossa fé e nosso relacionamento com Deus. 

Como soldados espirituais, devemos permanecer vigilantes, orar constantemente e manter nossos olhos fixos na pátria celestial que nos aguarda. Com a ajuda de Deus e a força de nossa fé, podemos enfrentar e vencer os desafios da guerra espiritual em nossas vidas.


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Autor: Ronaldo G. Silva é Bacharel em Teologia e Professor de Homilética sendo Pós-Graduado em Educação pela UFF. Entusiasta do trabalho de evangelização e divulgação da Palavra de Deus.
 

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