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Justiça Própria versus a Justiça de Deus

 Justiça Própria versus a Justiça de Deus

O tema da Justiça Própria versus a Justiça de Deus é o divisor de águas entre a religiosidade exaustiva e a verdadeira liberdade em Cristo. Como você destacou, a tentativa de estabelecer a própria justiça é o que leva à cegueira espiritual, pois ignora que Cristo é o fim da lei para todo aquele que crê (Romanos 10:4).

Aqui está uma síntese comparativa para ajudar a discernir essas duas realidades:


I. O Perigo da Justiça Própria (Autojustiça)

A justiça própria não é apenas "tentar ser bom"; é uma tentativa de ser aceito por Deus com base no próprio desempenho. O profeta Isaías (64:6) é contundente: aos olhos de Deus, nossas melhores obras de justiça própria são como "trapos imundos".

As 5 Marcas da Justiça Própria (Lucas 18:9-14):

    1. Egocêntrica: O foco está no "eu" (ex: "Eu jejuo", "Eu dou o dízimo").

    2. Despreza os outros: Cria um sentimento de superioridade em relação a quem não segue as mesmas regras.

    3. Compara-se com os outros: Busca validação ao olhar para "baixo" e não para o padrão de santidade de Deus.

    4. Baseada em Regras: Consiste em uma lista de "pode" e "não pode", focando mais no exterior do que no coração.

    5. Estática: Não permite mudanças ou crescimento real; é um sistema fechado e rígido.

O Resultado: O legalismo transforma o que deveria ser uma bênção (como o Sábado) em um fardo pesado. Jesus curava propositalmente no sábado para mostrar que a lei foi feita para o homem, e não o contrário.


Característica

Como funciona a Justiça de Deus

Foco

Centrada em Cristo. Nossa aceitação depende do que Ele fez, não do que fazemos.

Atitude

Aceitação dos outros. Porque fomos aceitos apesar de nossas falhas, paramos de julgar os outros (Romanos 14:3).

Padrão

Jesus Cristo. Paramos de nos comparar com pessoas e olhamos apenas para Ele como o objetivo final.

Motivação

Vontade Interior. Deus opera em nós o "querer" e o "realizar". Não fazemos o certo por obrigação, mas por desejo.

Progresso

Dinâmica e Crescente. Como a luz da aurora, ela brilha mais e mais até ser dia perfeito (Provérbios 4:18).

II. A Glória da Justiça de Deus

A justiça de Deus não é algo que fabricamos, mas algo que recebemos. É a convicção de que somos "aceitos no Amado" (Efésios 1:6).


III. O Fim da Cegueira Espiritual

O legalismo cega porque foca na letra e perde o espírito da lei, que é o Amor (Mateus 22:37-40). Quando abandonamos o esforço de sermos "bons o suficiente" e descansamos na justiça de Cristo, o véu é removido.

Passamos a viver uma vida onde:

    • A santidade é um fruto natural da união com Cristo.

    • O crescimento é contínuo (de glória em glória).

    • A paz substitui a ansiedade de tentar agradar a Deus por esforço próprio.

Justiça Própria versus a Justiça de Deus

Veja também

Conclusão:

A justiça própria nos mantém escravos de uma lista; a justiça de Deus nos torna filhos que amam fazer a vontade do Pai.



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Autor: Ronaldo G. Silva é Bacharel em Teologia e Professor de Homilética sendo Pós-Graduado em Educação pela UFF. Entusiasta do trabalho de evangelização e divulgação da Palavra de Deus.
 

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