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Por que devemos ter cuidado com o Amor-Próprio?

 

 Por que devemos ter cuidado com o Amor-Próprio?

Este estudo aborda um dos temas mais desafiadores da vida cristã moderna: o contraste entre o narcisismo centrado no "eu" e a liberdade encontrada no serviço a Deus e ao próximo. No contexto bíblico, o "amor-próprio" excessivo é visto não como virtude, mas como uma barreira para a verdadeira vida espiritual.


I. O Problema: A Cultura do "Eu"

O apóstolo Paulo adverte que os "últimos dias" seriam marcados por tempos difíceis. Curiosamente, a dificuldade não viria apenas de perseguições externas, mas de uma corrupção interna do caráter humano.

    • A Tríade da Decadência (2 Timóteo 3:1-5): Paulo lista três amores distorcidos que definem a sociedade atual:

        1. Amantes de si mesmos: O ego no centro do universo.

        2. Amantes do dinheiro: A busca por segurança e poder material.

        3. Amantes do prazer: A satisfação sensorial como objetivo supremo.

    • Sintomas de uma vida centrada no "Eu":

        1. Tédio: Quando tudo gira em torno de satisfazer a si mesmo, nada é suficiente por muito tempo.

        2. Insatisfação Crônica: O "eu" é um mestre insaciável.

        3. Vitimismo: A tendência de culpar os outros ou as circunstâncias pelos próprios fracassos, evitando o arrependimento.


II. A Solução: O Caminho da Abnegação

A resposta de Jesus para o labirinto do ego é radical: "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo..." (Mateus 16:24). Negar a si mesmo não é odiar-se, mas sim destronar o "eu" e colocar Cristo no centro.

Disciplina na Vida Prática

    • Na Família: A família é o primeiro laboratório do altruísmo. É onde desenvolvemos a "afeição natural" (afeição familiar), aprendendo que nossas necessidades não são as únicas que importam.

    • Na Comunhão (Célula/Igreja): Devemos servir uns aos outros em amor (Gálatas 5:13). O perigo aqui é o "amor-próprio corporativo", onde um grupo se torna fechado e orgulhoso de sua própria espiritualidade, esquecendo-se de servir aos de fora.


III. O Resultado: Uma Mentalidade de Devedor

Quando o amor-próprio é substituído pelo amor de Cristo, nossa atitude em relação aos outros muda completamente. Deixamos de ser "credores" (achando que o mundo nos deve algo) e nos tornamos devedores.

"Pois eu sou devedor tanto a gregos como a bárbaros..." (Romanos 1:14).

Existem dois círculos principais onde essa dívida de amor deve ser paga:

    1. Todo o Corpo de Cristo: Em vez de dizer "nossa denominação tem mais revelação que a sua" (orgulho), a atitude correta é: "Como posso servir você? Como posso ajudar sua comunidade?"

    2. O Mundo Inteiro: Nosso compromisso se estende até os confins da terra (Atos 1:8). A Bíblia termina com um clamor pela vinda de Jesus, mas essa vinda está ligada à proclamação da Palavra da Vida por um povo que não vive para si mesmo.


IV. A Esperança: A Expectativa do Retorno

A maior motivação para abandonar o egoísmo é a esperança bendita. Viver com a consciência de que Cristo retornará organiza nossas prioridades.

    • Vigilância e Pureza: Quem tem essa esperança em Cristo purifica-se a si mesmo (1 João 3:3).

    • Perspectiva Eterna: Tiago e Pedro nos lembram que a paciência e a sobriedade são frutos de quem sabe que o Juiz está às portas (Tiago 5:7-8; 1 Pedro 1:13). O amor-próprio foca no "agora"; a fé foca na "eternidade".


V. O Novo Estilo de Vida

Viver para a vontade de Deus exige que adequemos toda a nossa rotina, finanças e talentos a um novo estilo de vida.

    • Motivação Principal: Não é o sucesso pessoal, mas alcançar os confins da terra com o Evangelho.

    • Expectativa Principal: Não é a aposentadoria ou o conforto terreno, mas o retorno glorioso de Jesus Cristo.

Por que devemos ter cuidado com o Amor-Próprio?

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Reflexão Final

O amor-próprio nos tranca em uma prisão de espelhos onde só vemos a nós mesmos. A negação de si mesmo, proposta por Jesus, quebra esses espelhos e os transforma em janelas através das quais vemos as necessidades do mundo e a glória de Deus.



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Autor: Ronaldo G. Silva é Bacharel em Teologia e Professor de Homilética sendo Pós-Graduado em Educação pela UFF. Entusiasta do trabalho de evangelização e divulgação da Palavra de Deus.
 

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