Este estudo bíblico nos convida a uma autoanálise profunda. Muitas vezes, o culto parece "vazio" ou "frio", não por falta da presença de Deus, mas porque nossas mãos e corações estão ocupados carregando bagagens que impedem a verdadeira adoração. Para adorar em espírito e em verdade, precisamos deixar certas coisas do lado de fora da porta da igreja.
TEMA: 3 COISAS QUE NÃO DEVEMOS LEVAR PARA O CULTO
Introdução Frequentemente, entramos no santuário carregando pesos invisíveis que sufocam nossa vida espiritual e impedem que a glória de Deus resplandeça em nós. Hoje, examinaremos as "bagagens erradas" que frequentemente levamos para o culto.
I. O Mundanismo
O mundanismo não é apenas sobre onde vamos, mas sobre como pensamos e o que valorizamos.
• Cegueira Espiritual: O "deus deste século" trabalha para cegar o entendimento. Se trazemos a mentalidade do mundo para o culto, a luz do evangelho não consegue resplandecer em nós (2 Coríntios 4:3-4).
• Desvio do Caminho: O exemplo de Demas é um alerta solene. Ele abandonou o ministério porque "amou este mundo presente" (2 Timóteo 4:10). O amor ao mundo e o amor ao Pai são mutuamente exclusivos (1 João 2:15-17).
Aplicação: Se durante o culto sua mente está focada em negócios, status social ou prazeres terrenos, você trouxe o mundo para o lugar sagrado.
II. Um Espírito Crítico
O espírito crítico é um dos maiores "extintores" da presença de Deus em uma congregação.
• O Foco Errado: A adoração deve ocupar o cristão com Deus. Um espírito crítico inverte isso, ocupando o crente com as falhas dos seus irmãos. Em vez de olhar para o Trono, ele olha para o púlpito ou para o banco ao lado com julgamento.
• A Carne contra o Espírito: Paulo alerta que, se nos mordemos e devoramos uns aos outros, seremos consumidos (Gálatas 5:14-17). Criticar o tempo da pregação, a gramática do irmão ou a melodia do louvor são sintomas de um coração carnal.
• A Raiz da Inveja: Muitas vezes, a crítica esconde a inveja, como no caso de Corá e Datã, que questionaram a liderança por orgulho (Números 16:1-3).
• A Cura: O amor é o único antídoto. O amor não é arrogante, não se irrita e tudo sofre (1 Coríntios 13:4-7).
Um Espírito Implacável (Falta de Perdão). Jesus deixou claro que a adoração e o rancor não podem habitar o mesmo coração.
• A Prioridade da Reconciliação: Jesus ensinou que, se você está diante do altar e lembra que seu irmão tem algo contra você, deve primeiro se reconciliar para depois oferecer sua adoração (Mateus 5:23-24). Sem perdão, o culto é rejeitado.
• Trevas Espirituais: Odiar ou guardar rancor contra um irmão nos coloca em trevas, tornando-nos cegos espirituais (1 João 2:9-11).
III. A Preguiça Espiritual
Adorar exige esforço; a inércia é inimiga da verdadeira adoração.
• Espera Passiva: A preguiça espiritual ocorre quando o cristão espera ser "alimentado na boca" sem se esforçar para buscar a Deus. O culto não é um espetáculo para ser assistido, mas um sacrifício a ser oferecido.
• Preparação da Mente: A adoração exige meditação e empenho antes, durante e depois da reunião (Salmos 119:15, 48). Devemos dar ao Senhor a glória devida ao Seu nome (Salmos 29:2), e "dar" implica em ação e intenção.
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Conclusão
O culto é um encontro marcado com o Rei do Universo. Não permita que o mundanismo cegue seus olhos, que o espírito crítico amargue seu coração, que a falta de perdão bloqueie suas orações ou que a preguiça roube sua bênção.
Ao entrar na casa de Deus, faça um "check-up" na sua alma. Deixe essas cargas na porta e entre livre para adorar em santidade.
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