O Amor Perfeito: Transformando o Medo em Confiança
Texto Base: 1 João 4:17-21
Introdução
Mito se fala sobre o "amor" nos dias de hoje. O mundo canta sobre o amor, escreve poesias e produz filmes, mas, na maioria das vezes, o conceito humano de amor é confundido com luxúria, sentimento passageiro ou desejo egoísta. No entanto, a Bíblia nos apresenta uma categoria superior: o "Amor Perfeito".
O termo "perfeito" aqui não significa apenas algo sem defeitos, mas algo que atingiu a sua maturidade, o seu objetivo final (teleios, no grego). Quando o amor de Deus amadurece em nós, ele altera a nossa perspectiva sobre o futuro, muda as nossas motivações e redefine os nossos relacionamentos. Vamos explorar como o amor perfeito de Deus impacta a vida do cristão.
I. O Amor Perfeito nos dá Confiança
O ser humano, por natureza, teme o desconhecido e, acima de tudo, teme o acerto de contas final. No entanto, João afirma que o amor perfeito lança fora o medo.
A. A Realidade do Juízo
As Escrituras são claras sobre o Dia do Juízo. Jesus falou sobre a separação do joio e do trigo (Mateus 13:24-30) e o julgamento das nações (Mateus 25). Paulo reforçou que todos compareceremos diante do tribunal de Cristo (2 Coríntios 5:10) e que aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo (Hebreus 9:27).
B. Confiança em Meio ao Exame
Como podemos ter confiança diante de um Deus santo? João nos dá a chave: "Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo" (1 Jo 4:17).
• Seguir os Passos do Mestre: Se andamos como Ele andou (1 Coríntios 11:1; Filipenses 4:9), temos ousadia para entrar no santuário pelo sangue de Jesus (Hebreus 10:19-25). A confiança não vem da nossa perfeição própria, mas do fato de estarmos em Cristo e Seu amor estar amadurecido em nós.
II. O Amor Perfeito nos dá a Motivação Correta
O que nos move a obedecer a Deus? É apenas o medo do inferno ou o desejo de ser visto como "bom"? O amor perfeito purifica nossas intenções.
A. O Papel do Temor Piedoso
Existe um medo que é saudável: o temor do Senhor, que nos afasta do mal (Êxodo 20:20; Provérbios 16:6). Deus deseja que tenhamos esse coração que O teme para que nos vá bem (Deuteronômio 5:29). O medo servil paralisa, mas o temor filial nos santifica (2 Coríntios 7:1).
B. A Motivação da Retidão
À medida que o amor amadurece, a motivação muda do "tenho que fazer" para o "quero fazer porque O amo".
• O Grande Mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas é a base de toda a retidão (Mateus 22:36-38).
• Imitadores de Deus: Como filhos amados, somos motivados a ser imitadores de Deus (Efésios 5:1), produzindo o fruto do Espírito, que começa justamente pelo amor (Gálatas 5:22-23). O amor perfeito nos faz querer agradar ao Amado.
III. O Amor Perfeito nos Ensina a Amar o Próximo
O amor a Deus é vertical, mas ele é validado pela sua expressão horizontal. João é enfático: se alguém diz "amo a Deus", mas odeia seu irmão, é mentiroso.
A. O Teste da Pleascência a Deus
Não podemos ser agradáveis a Deus se ignoramos o segundo maior mandamento: amar o próximo como a nós mesmos (Mateus 22:39). O amor perfeito não nos permite ver o irmão em necessidade e fechar-lhe o coração.
B. O Amor Fraternal Específico
Existe um carinho e compromisso especial que deve existir entre os irmãos na fé (Hebreus 13:1). Esse amor é a marca registrada dos discípulos de Cristo.
• Buscando a Reconciliação: O amor perfeito nos impele a resolver conflitos. Se você está adorando e lembra que seu irmão tem algo contra você, pare tudo e vá se reconciliar (Mateus 5:23-24; 18:15-17).
• Cuidado com a Língua: Não podemos usar a mesma língua para bendizer a Deus e amaldiçoar homens feitos à Sua imagem (Tiago 3:9-12). O amor perfeito purifica a nossa fala.
Veja também
- Como Refutar Falsas Acusações Contra a Igreja
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- Quais são os Perigos de Impor Condições para Obedecer a Deus?
Conclusão
Deus já fez a Sua parte. Ele demonstrou o Seu "amor perfeito" de forma definitiva: "Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5:6-8). Ele não esperou que fôssemos amáveis; Ele nos amou primeiro para que pudéssemos aprender a amar.
Agora, o desafio é nosso. Devemos fazer a nossa parte:
1. Aprender esse amor através do estudo da Sua Palavra.
2. Estender esse amor através da prática diária com o próximo.
O amor que começou na cruz deve encontrar sua perfeição (seu objetivo) na maneira como tratamos uns aos outros e na confiança com que aguardamos o Senhor.
O amor de Deus já atingiu o objetivo de transformar o seu medo em confiança e o seu egoísmo em serviço?
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