Este estudo bíblico foca em um dos momentos mais decisivos da história bíblica: a renúncia de Moisés. Em Hebreus 11:24-26, encontramos a chave para entender como um homem abriu mão de um império para ganhar uma herança eterna.
Como Fazer a Escolha Certa?
Texto Base: Hebreus 11:24-26
Introdução
Nossa vida é formada pela soma de nossas decisões. Algumas são triviais, como o que vestir, mas outras são profundas e definem nosso destino eterno. Moisés, criado como príncipe no Egito, chegou a uma encruzilhada onde o luxo e o propósito de Deus colidiram. Ao olhar para sua história, descobrimos como alinhar nossas escolhas à vontade do Criador.
I. A Decisão pelo Lado de Deus
Moisés não foi forçado a sair do Egito por falta de opção; ele tomou uma decisão consciente ao atingir a maturidade.
• O Sofrimento sobre o Luxo: Ele preferiu ser maltratado com o povo de Deus a desfrutar dos prazeres transitórios do pecado (Hebreus 11:25). Ele entendeu que a facilidade não é sinônimo de aprovação divina.
• A Grande Divisão: Jesus deixou claro que não existe neutralidade: "Quem não é comigo é contra mim" (Mateus 12:30). Assim como Josué desafiou o povo a escolher a quem servir (Josué 24:15), nós também precisamos decidir diariamente se estamos do lado de Deus ou do sistema deste mundo.
II. Princípios Acima das Circunstâncias
Muitas pessoas baseiam suas escolhas na conveniência do momento, mas a escolha certa baseia-se em valores imutáveis.
• Fim da "Ética Situacional": Não existe "fazer o errado para obter o certo". O pecado é pecado, independentemente da situação. Nossa palavra deve ser firme: sim, sim; não, não (Mateus 5:37).
• Mais do que Evitar o Mal: Fazer a escolha certa não é apenas "não fazer coisas ruins". É preencher a vida com boas obras. Se esvaziarmos nossa vida do mal, mas não a preenchermos com o bem, o mal voltará com mais força (Lucas 11:24-26).
• Zelo pelas Boas Obras: Fomos remidos para sermos um povo zeloso de boas obras (Tito 2:14; Efésios 2:10). Devemos oferecer nossos membros como instrumentos de justiça (Romanos 6:11-13, 19).
III. O Discernimento da Fé
Moisés não escolheu com base no que via, mas no que cria. Sua fé lhe deu uma visão de "raio-X" sobre a realidade.
• Discernimento Espiritual: Pelo exercício da obediência, Moisés desenvolveu a habilidade de distinguir o bem do mal (Hebreus 5:14). Ele sabia que a riqueza do Egito era temporária, mas a promessa de Deus era eterna.
• Valores Eternos: Ele considerou o vitupério de Cristo como riqueza maior do que os tesouros egípcios. Ele olhava para a recompensa invisível (Hebreus 11:26). Como Paulo, ele sabia que nossas aflições leves e momentâneas produzem um peso eterno de glória (2 Coríntios 4:16-18; Romanos 8:18).
• Coração no Alto: Moisés recusou os prazeres passageiros do pecado porque seu coração estava fixo nas "coisas do alto" (Colossenses 3:1-3). Ele não caiu na armadilha do rico insensato, que acumulou tesouros na terra mas era pobre para com Deus (Lucas 12:16-21).
Veja também
- Como Lutar em Defesa da Fé?
- Pregação sobre Fidelidade a Deus
- Responsabilidades que Devem ser Cumpridas pelo Cristão
Conclusão
A escolha de Moisés é a escolha de cada um de nós. Não podemos ter o Egito e a Terra Prometida ao mesmo tempo.
1. Reflexão: Você está escolhendo o conforto passageiro ou o propósito eterno?
2. Ação: Escolher estar com o povo de Deus pode significar sacrifício agora, mas garante a glória depois.
O mundo e seus desejos passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre (1 João 2:15-17). Que hoje você tenha a coragem de Moisés para dizer "não" ao passageiro e "sim" ao que é eterno.
Compartilhe nas Redes Sociais!

