Este estudo bíblico explora a exortação urgente do apóstolo Judas para que os cristãos não sejam apenas receptores passivos da graça, mas defensores ativos da verdade. Em Judas 3, somos chamados a "batalhar diligentemente pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos".
Como Lutar em Defesa da Fé?
Texto Base: Judas 3; Atos 17:22-31
Introdução
Quão convencidos estamos da necessidade de sermos obedientes ao Evangelho (Romanos 1:16)? Defender a fé não significa iniciar brigas, mas apresentar a verdade com convicção e clareza. Para isso, precisamos nos autoavaliar através de três perguntas fundamentais:
• Eu conheço as Escrituras o suficiente para defendê-las?
• Minha vida serve de evidência para a minha fé?
• Eu valorizo as minhas bênçãos a ponto de querer protegê-las?
I. Conheço as Escrituras suficientemente bem?
A defesa da fé exige ferramentas intelectuais e espirituais. Ninguém pode defender o que não compreende.
• Prontidão: Devemos estar sempre preparados para responder a qualquer razão da nossa esperança, mas fazendo-o com mansidão e temor (1 Pedro 3:15).
• Conhecimento Provado: Devemos examinar tudo e reter o que é bom (1 Tessalonicenses 5:21). Como os bereanos, precisamos conferir nas Escrituras se o que ouvimos é verdade (Atos 17:11).
• Capacidade de Ensinar: Lutar pela fé envolve saber usar a "Espada do Espírito".
1. Salvação: Você consegue mostrar biblicamente o plano de salvação a alguém?
2. Adoração: Você consegue dar razões bíblicas para a forma como adoramos?
II. Vivo de modo a lutar pela fé?
A defesa mais poderosa do Cristianismo não é um argumento lógico, mas uma vida transformada. No Areópago, Paulo não apenas falou de Deus, mas demonstrou como esse Deus interage com a história humana (Atos 17:22-31).
• Nova Criatura: Ao obedecermos ao Evangelho, morremos para o velho eu e ressuscitamos para uma nova vida (Romanos 6:4; 2 Coríntios 5:17).
• Ornamento da Doutrina: Nossa conduta deve "ornamentar" (tornar atraente) a doutrina de Deus (Tito 2:10). Devemos viver de modo digno do evangelho (Filipenses 1:27).
• Evidências de Condenação: Se você fosse levado a julgamento por ser cristão, haveria provas suficientes para condená-lo?
1. O Tempo: Temos 168 horas na semana. Se usamos apenas 4 ou 5 na igreja, o que as outras 163 dizem sobre nosso zelo (João 9:4; Tito 2:14)?
2. Reflexo de Deus: Como na história da mulher que ajudou a menina no frio, nossas ações devem ser tão semelhantes à bondade divina que as pessoas se perguntem se temos parentesco direto com o Criador. Nossa luz deve brilhar para que vejam nossas obras e glorifiquem ao Pai (Mateus 5:16).
III. Valorizo minhas bênçãos o suficiente?
A motivação para lutar vem do reconhecimento do valor do tesouro que possuímos.
• A Fonte de Tudo: Reconhecemos que toda boa dádiva vem lá do alto (Tiago 1:17). Nada do que temos foi conquistado sem que Deus permitisse (1 Coríntios 4:7).
• Privilégio Cristão: Como filhos de Deus, temos bênçãos espirituais nos lugares celestiais (Efésios 1:3). Sabemos que tudo coopera para o nosso bem e que Cristo nunca nos abandonará (Romanos 8:28, 37; Hebreus 13:5).
• A Luta: Alguém que não valoriza sua herança não lutará por ela. Quando entendemos que a "Fé" é o nosso bem mais precioso, defendê-la deixa de ser um fardo e passa a ser uma honra.
Veja também- Pregação sobre Fidelidade a Deus
- Responsabilidades que Devem ser Cumpridas pelo Cristão
- Formas de Garantir uma Boa Vida
Conclusão
Defender a fé é um compromisso integral que une o que sabemos, o que somos e o que valorizamos.
1. Se o seu conhecimento é raso, mergulhe na Palavra.
2. Se sua vida está em desacordo com seu discurso, busque o arrependimento.
3. Se você se tornou indiferente às bênçãos de Deus, recorde-se do preço pago na cruz.
A fé que nos salva é a mesma fé que merece ser defendida com cada fôlego de nossa vida.
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