Qual deve ser a Motivação para Viver?
Este estudo bíblico explora a ideia de que a vontade de Deus não é apenas um conjunto de regras, mas o combustível e a motivação suprema para a existência humana. Ao olharmos para Jesus e para o apóstolo Paulo, descobrimos que viver para o prazer do Pai é o que nos dá visão, vitalidade e estabilidade.
I. A Busca Pessoal e o Exemplo de Jesus
Muitas pessoas passam a vida procurando um desafio que valha a pena — algo que exija esforço, sacrifício e dê sentido à existência. A Bíblia nos mostra que o maior desafio que um ser humano pode abraçar é alinhar sua motivação interna com o propósito eterno de Deus.
• O Testemunho de Jesus: O principal objetivo de Cristo na Terra não era a fama ou o conforto, mas fazer a vontade dAquele que O enviou.
• A Natureza Eterna da Motivação (Salmos 40:6-8): Esta é uma declaração profética de Jesus. Antes mesmo de vir ao mundo, Ele declara: "Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu". Isso nos ensina que Deus discerne nossas motivações; Ele não olha apenas para o que fazemos, mas para o porquê fazemos.
• Planejados para o Propósito (Efésios 2:10): Não fomos salvos para o ócio. Deus preparou "boas obras" de antemão. Nossa motivação deve ser descobrir e caminhar nelas.
• O Custo da Vontade (Hebreus 10:5-10): A vontade de Deus levou Jesus ao sacrifício. Isso nos lembra que o verdadeiro compromisso envolve entrega total, mas é através dessa obediência que somos santificados.
II. O Tema Fundamental no Evangelho de João
O apóstolo João destaca como a vontade de Deus era a fonte de energia e percepção de Jesus.
A. Vitalidade Sobrenatural (João 4:27-35)
Jesus diz aos discípulos: "A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou".
• Assim como o alimento sustenta o corpo físico, fazer a vontade de Deus sustenta o espírito.
• Renovação Interior: Enquanto o homem exterior decai, o compromisso com Deus promove uma renovação diária (2 Coríntios 4:16). Aprender a viver por essa "fonte interna" nos torna resilientes.
B. Visão Espiritual e Discernimento
Jesus via a "colheita" onde os discípulos viam apenas um campo comum.
• O Véu da Subjetividade: Quando focamos em nossos próprios desejos, projetamos nossas vontades nas situações e ficamos cegos.
• O Olhar de Deus: O compromisso com a vontade de Deus "levanta o véu". Quando paramos de buscar agradar a nós mesmos (João 5:30), nosso julgamento se torna reto e passamos a ver as realidades espirituais que outros ignoram.
C. O Foco na Conclusão (João 17:4; 19:28-30)
Jesus não queria apenas começar a obra, mas terminá-la.
• "Está Consumado": No momento de maior agonia, na cruz, Jesus alcançou a vitória total. O trabalho d'Ele foi perfeito porque foi concluído. Nada mais resta a fazer para a nossa salvação, exceto crer e seguir esse exemplo de fidelidade até o fim.
III. O Testemunho de Paulo e a Firmeza da Fé
O apóstolo Paulo adotou a mesma mentalidade de Cristo, entendendo que a vida só tem valor se cumprir o seu propósito designado.
• A Corrida (Atos 20:24): Paulo não considerava sua vida preciosa para si mesmo, desde que pudesse terminar sua tarefa com alegria.
• Participação nos Sofrimentos (Filipenses 3:10): O compromisso total envolve conhecer a Cristo tanto no poder de sua ressurreição quanto na comunhão de seus sofrimentos.
• A Oferta de Libação (2 Timóteo 4:6-7): Perto da morte, Paulo vê sua vida como uma oferta derramada. Ele combateu o bom combate e guardou a fé. A única oferta que Deus aceita é aquela onde entregamos nossa própria vontade.
Permanecendo em um Mundo Instável
O mundo atual (a "ordem humana") é passageiro e instável.
• O que permanece (1 João 2:15-17): O mundo e seus desejos passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.
• O Inabalável (Hebreus 12:26): Deus abalará tudo o que é terreno. Em meio a crises e instabilidades, a única forma de permanecermos firmes é estarmos unidos à vontade de Deus, que é o único fundamento inabalável.
A Chave do Conhecimento (João 7:17): Muitos querem entender a vontade de Deus para depois decidir se a farão. A Bíblia inverte essa lógica: primeiro nos comprometemos a agir, e então o entendimento vem. O compromisso é a chave que revela o mistério.
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Conclusão e Aplicação
Para viver essa realidade, o passo prático é o de Romanos 12:1-2: apresentar o corpo como sacrifício vivo. Somente quando paramos de nos conformar com este mundo e renovamos nossa mente, podemos "experimentar" (provar na prática) que a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita.
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