O Que Aprendemos com a Humildade de Jesus?
Texto Base: Filipenses 2:5-8
Introdução
A humildade não é um traço de personalidade natural; é uma disciplina espiritual. O fiel filho de Deus deve empenhar-se arduamente para desenvolver uma vida de humildade, atendendo ao chamado bíblico: "Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará" (Tiago 4:10).
No entanto, essa tarefa parece hercúlea em nossa cultura atual. Vivemos em uma era que prega o "auto-enfase", a auto-promoção e a busca implacável pelo topo. O mundo nos diz para nos enchermos de nós mesmos, mas Jesus nos ensina o caminho oposto. Ele demonstrou a verdadeira humildade ao "esvaziar-se", servir ao próximo e, finalmente, morrer por nós.
I. Aprendemos a "Esvaziar-se"
O apóstolo Paulo nos exorta: "Haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus". O primeiro passo desse sentimento foi a kenosis — o esvaziamento.
A. A Profundidade do Esvaziamento de Cristo
Não devemos jamais esquecer a distância que Jesus percorreu do trono à manjedoura.
1. Renúncia da Glória: Jesus abriu mão da manifestação visível de Sua glória celestial (Filipenses 2:5; João 17:5). Ele, que era plenamente Deus (Colossenses 2:9; João 1:1-5), não considerou o ser igual a Deus como algo a que deveria se apegar por egoísmo.
2. Identificação com a Humanidade: O Verbo se fez carne (João 1:14). Ele se tornou em tudo semelhante aos Seus irmãos, enfrentando fome, cansaço e tentações, para que pudesse ser um Sumo Sacerdote misericordioso e fiel (Hebreus 2:17-18; 4:15).
B. Aprendendo a nos Esvaziar
Seguir a Jesus requer que aprendamos a esvaziar o nosso "eu".
1. Reconhecimento da Fonte: Tudo o que somos e temos vem de Deus. É n'Ele que vivemos, nos movemos e existimos (Atos 17:28-34). Nossos talentos são recursos confiados por um Senhor que espera fidelidade, não orgulho (Mateus 25:14ss).
2. Dependência Radical: O homem deve aprender a não pensar de si mesmo além do que convém (Romanos 12:3). A humildade começa quando paramos de confiar em nossa própria justiça e reconhecemos nossa dependência absoluta da graça de Deus.
II. Aprendemos a Servir aos Outros
A humildade de Jesus não era estática; era ativa e manifestava-se em atos de serviço.
A. Compaixão em Ação
Jesus percorria cidades e aldeias curando e ensinando porque tinha compaixão das multidões (Mateus 9:35-38). O ápice simbólico desse serviço foi quando Ele, o Rei do Universo, cingiu-se com uma toalha e lavou os pés sujos dos Seus discípulos (João 13:1ss). Ele veio para servir, não para ser servido (Marcos 10:45).
B. O Conceito de Verdadeira Grandeza
Jesus redefiniu o sucesso. Enquanto os discípulos discutiam sobre quem seria o "maior", Jesus explicou que, no Seu Reino, a pirâmide é invertida: o maior é aquele que serve (Mateus 20:20-28).
C. O Chamado ao Serviço Mútuo
Somos chamados a considerar os outros superiores a nós mesmos (Filipenses 2:1-4). A liberdade que temos em Cristo deve ser usada para servir uns aos outros em amor (Gálatas 5:13). Não devemos nos cansar de fazer o bem, pois a serviço do Mestre, nosso trabalho não é em vão (Gálatas 6:9-10; João 12:26).
III. Aprendemos obediência
O último estágio da humildade de Cristo foi a obediência total.
A. Obediência até o Fim
A humildade de Jesus não parou no serviço; ela prosseguiu até o sacrifício. Ele foi obediente até a morte, e morte de cruz — a forma mais humilhante de execução daquela época (Filipenses 2:6-8). Através dessa obediência, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo (2 Coríntios 5:18-19).
B. Demonstrando Humildade na Fidelidade
Nossa humildade é testada em nossa disposição de morrer para nós mesmos diariamente.
• Sacrifício Vivo: Devemos apresentar nossos corpos como sacrifício vivo e santo (Romanos 12:1-2).
• Fidelidade sob Pressão: A humildade bíblica nos dá coragem para sermos "fiéis até a morte", sabendo que a coroa da vida nos espera (Apocalipse 2:10). Quem se humilha na obediência será exaltado na eternidade.
Veja também
- O que Precisamos para Terminar o que Começamos?
- Por que Jesus não salvou a Si mesmo? Mateus 27:38-44
- Diferenças entre as Mensagens de Jesus e João Batista
Conclusão
Nunca houve, nem haverá, uma pessoa mais humilde do que Jesus Cristo. Ele desceu do ponto mais alto do universo para o ponto mais baixo da experiência humana, a fim de nos resgatar.
Como Seus seguidores, nosso objetivo de vida deve ser diminuir para que Ele cresça. Se almejamos ser mais parecidos com Jesus, devemos começar dobrando os nossos joelhos e os nossos corações. O caminho para o céu é um caminho de descida em humildade, para que possamos ser elevados pela mão poderosa de Deus.
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