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Pregação sobre Salmo 84 - A Alegria de Exaltar a Deus

 Esta é uma exposição profunda e devocional baseada no Salmo 84, estruturada para levar a congregação a uma compreensão vibrante da presença de Deus.


SALMO 84: A ALEGRIA DE EXALTAR A DEUS

INTRODUÇÃO

O Salmo 84 é frequentemente chamado de "A Pérola dos Salmos" no que diz respeito à adoração. Ele não foi escrito por alguém que cumpria um ritual religioso por obrigação, mas por alguém cujo coração pulsava pelo sagrado. O salmista nos revela que a adoração não é um dever frio ou um fardo eclesiástico, mas a fonte mais profunda de satisfação que um ser humano pode experimentar.

Hoje, seremos guiados por este poema para entender que a nossa maior felicidade não reside no que Deus nos dá, mas em quem Deus é e no privilégio de estarmos em Sua presença.


I. O AMOR DO SALMISTA PELA CASA DE DEUS (v. 1–3)

A. A beleza da habitação de Deus (v. 1)

O salmista exclama: "Quão amáveis são os teus tabernáculos, Senhor dos Exércitos!". Esta "amabilidade" não se refere a adornos de ouro ou arquitetura imponente. A beleza era espiritual: era o lugar da Shekinah, a presença manifesta de Deus.

    • Hoje: Nossa beleza não está em templos de pedra. Conforme Mateus 18:20, onde dois ou três estão reunidos, Cristo está no meio. A igreja é bela porque o Rei está nela (Apocalipse 1:13).

Aplicação: Onde Deus está, ali está a verdadeira beleza. Você consegue enxergar a glória de Deus na simplicidade do culto?

B. O desejo intenso de adorar (v. 2)

As palavras aqui são fortes: desfalecer, suspirar, clamar. O salmista estava "consumido de saudade". Ele entendia o que o Salmo 122:1 expressa: a alegria de ir à casa do Senhor.

    • Vivemos tempos de "anorexia espiritual", onde muitos não sentem fome de Deus. Mas a promessa de Jesus em Mateus 5:6 é clara: os que têm fome e sede de justiça serão fartos.

Aplicação: Quem ama a Deus sente falta da Sua presença. Não negligencie o congregar-se (Hebreus 10:25), pois é lá que nossa sede é saciada corporativamente.

C. Um exemplo inspirador (v. 3)

O salmista olha para o pardal e para a andorinha que fazem ninhos nos altares de Deus. Ele sente uma "inveja santa". Se até os pássaros encontram descanso perto do altar, quanto mais a alma humana deveria desejar esse abrigo.

Lição: Estar perto de Deus deve ser nosso maior anseio e nosso lugar de repouso definitivo.


II. AS BÊNÇÃOS DOS SERVOS DE DEUS (v. 4–7)

A. Bem-aventurados os que habitam na casa de Deus (v. 4)

A felicidade (bem-aventurança) aqui é para aqueles que fizeram da presença de Deus sua morada permanente. No Novo Testamento, somos chamados de "pedras vivas" e "sacerdócio real" (1 Pedro 2:5). A vida cristã deve ser marcada por uma alegria que o mundo não entende (Filipenses 4:4).

B. Força no deserto (v. 5–7)

O texto fala dos que passam pelo "Vale de Baca" (Vale do Choro). O segredo não é evitar o vale, mas transformá-lo em fonte.

    • A fonte da força: A força do crente não vem de suas emoções ou circunstâncias, mas do Senhor.

    • Como diz Romanos 8:28, Deus coopera para o bem daqueles que O amam, transformando até o solo seco em mananciais de bênçãos.

Aplicação: Sua força não está na ausência de problemas, mas na presença do Provedor.


III. A ORAÇÃO E O LOUVOR DO SALMISTA (v. 8–11)

A. Um Deus Poderoso e Pessoal (v. 8)

O salmista invoca o "Senhor dos Exércitos" (Soberano sobre as galáxias e anjos) e o "Deus de Jacó" (O Deus que lida com homens falhos e limitados).

    • Isso nos dá confiança para orar (Efésios 3:20). Ele é grande o suficiente para governar o universo e amoroso o suficiente para ouvir o seu sussurro.

B. O privilégio da humildade (v. 9–10)

"Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil em qualquer outro lugar". O salmista prefere ser um porteiro — alguém que apenas segura a porta — na casa de Deus do que viver em palácios de impiedade.

Aplicação: A presença de Deus vale mais do que qualquer glória terrena ou status social.

C. Proteção e Provisão (v. 11)

Deus é descrito com dois símbolos poderosos:

    1. Sol: Ele ilumina, dá vida, aquece e guia.

    2. Escudo: Ele protege, defende e guarda o nosso coração (Efésios 6:16). Ele não nega bem algum aos que andam retamente. Ele é a nossa segurança absoluta.


IV. A CONDIÇÃO PARA RECEBER AS BÊNÇÃOS (v. 12)

O Salmo termina com uma chave de ouro: "Senhor dos Exércitos, feliz o homem que em ti confia".

A adoração sem confiança é apenas um espetáculo. A verdadeira exaltação nasce de um coração que descansa na soberania de Deus.

    • Fé necessária: Sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11:6).

    • Vitória: A nossa fé é o que vence as distrações do mundo para focar na beleza da santidade (1 João 5:4).

Pregação sobre Salmo 84 - A Alegria de Exaltar a Deus

Veja também

  1. Existe um Padrão a ser Seguido pelo Cristão?
  2. 3 Coisas que não devemos levar para o Culto
  3. Como Edificar a Igreja?

CONCLUSÃO

A adoração não é um evento de domingo; é a resposta de um coração que descobriu que o melhor lugar do mundo é aos pés do Senhor. Se você está cansado, se o "Vale de Baca" tem sido seu caminho, lembre-se: Deus é seu Sol e seu Escudo. Confie nEle, e a sua tristeza se converterá em louvor.



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Autor: Ronaldo G. Silva é Bacharel em Teologia e Professor de Homilética sendo Pós-Graduado em Educação pela UFF. Entusiasta do trabalho de evangelização e divulgação da Palavra de Deus.
 

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