O relato dos 12 Espias.
Uma das passagens mais marcantes do texto bíblico é o relato dos espias enviados por Moisés a fim de verificarem a situação da Terra Prometida é o que vamos estudar nesse estudo bíblico completo. Moisés envia 12 espias para explorar a Canaã, Terra Prometida. a pedido do povo [Deut. 1:22].
Dez dos doze espias trazem de volta um relato alarmante sobre o poder dos inimigos alegando que eles não podem ser derrotados, o que desanima o povo.
Dois dentre os espias tem outra visão. Saiba quem foram estes espias.
Números 13
O Senhor falou a Moisés, para que ele enviasse homens que reconheçam a terra de Canaã (v 2). Deus prometeu ainda que daria a referida Terra ao povo. Além de ordenar a Moisés o envio dos espias Deus determinou que eles deveriam ser dentre os filhos de Israel e de cada tribo de seus pais enviareis um homem, cada um príncipe entre eles.
De acordo com o texto (v 3) Moisés obedeceu a ordem divina e os enviou desde o deserto de Parã, conforme a palavra do SENHOR: e todos aqueles homens eram príncipes dos filhos de Israel com a missão de: Os nomes dos espias: | ||
2.
da
tribo de Simeão, Safate, filho de Hori;
3.
da
tribo de Judá, Calebe, filho de Jefoné;
4.
da
tribo de Issacar, Jigeal, filho de José;
5.
da
tribo de Efraim, Oseias, filho de Num; *(Josué)
6.
da
tribo de Benjamim, Palti, filho de Rafu;
7.
da
tribo de Zebulom, Gadiel, filho de Sodi;
8.
da
tribo de José, pela tribo de Manassés, Gadi, filho de Susi;
9.
da
tribo de Dã, Amiel, filho de Gemali;
10. da tribo de Aser, Setur, filho de
Micael;
11. da tribo de Naftali, Nabi, filho
de Vofsi;
12. da tribo de Gade, Geuel, filho de
Maqui.
|
||
Estes são os nomes dos homens que Moisés enviou a reconhecer a terra: e a Oseias filho de Num, lhe pôs Moisés o nome de Josué.
A missão dos Espias (vs 17-19)
Os espias foram enviados em uma missão exploratória. O objetivo era ver que tipos de oposição eles enfrentariam e se a terra seria capaz de apoiar os israelitas como eles conquistaram. As instruções eram claras: eles deveriam explorar a terra desde o extremo sul até o extremo norte e:
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Confira a Promessa Patriarcal: Deus de Abraão, Isaque e Jacó Os Espias retornam da missão
Eles viram frutas e plantações abundantes. Eles trouxeram de volta um cacho de uvas tão grande que precisou de dois homens para carregá-lo! A terra era exatamente como Deus descreveu, uma terra fluindo com leite e mel.
10 Espias e o relatório ruim (vv.31-33). Só viram os obstáculos.
Confira também:
Visão de Josué e Calebe os únicos Espias que entraram na Terra. Viam as oportunidades
Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que foram entre aqueles que tinham espiado a terra, rasgaram suas roupas e falaram a toda a congregação dos filhos de Israel dizendo (vs 14:4-9):
Quase Lá: O Perigo de Parar na Beira da PromessaTexto Base: Números 13:30-33 Há uma satisfação indescritível em concluir uma tarefa árdua. O estudante que termina a tese, o atleta que cruza a linha de chegada, o construtor que coloca o último tijolo — todos experimentam o prazer da gratificação. No entanto, não há tragédia maior do que trabalhar arduamente, caminhar longas distâncias e parar justamente quando o objetivo está à vista. Israel estava exatamente nessa posição. Após séculos de escravidão e meses de caminhada pelo deserto, eles estavam na fronteira da Terra Prometida. O mel e o leite estavam a poucos passos de distância, mas o medo falou mais alto que a promessa. Hoje, muitos cristãos vivem nessa zona perigosa: estão "quase" onde deveriam estar espiritualmente, mas, como o rei Agripa diante de Paulo, permanecem no "por pouco" (Atos 26:28-32), perdendo a plenitude de Deus por falta de um passo final de fé. I. O Relato do Medo vs. O Relato da Fé (Números 13:21-33)Deus ordenou que a terra fosse espiada, não para saber se eles conseguiriam conquistá-la, mas para que vissem a qualidade do que Ele estava dando. • A Visão dos Olhos Físicos: Os doze espias viram a mesma terra. Viram os frutos magníficos, mas dez deles focaram apenas nos obstáculos. Para a maioria, os habitantes eram gigantes e as cidades eram intransponíveis (Números 13:31-33). • A Diferença de Calebe: Enquanto a maioria via problemas, Calebe via uma oportunidade para a glória de Deus. No versículo 30, ele silencia o povo e diz: "Subamos animosamente e possuamo-la em herança; porque, bem poderemos prevalecer contra ela". • O Perigo da Comparação: Os dez espias se viram como "gafanhotos". Quando olhamos para os nossos problemas sem incluir Deus na equação, sempre pareceremos insignificantes. II. O Retrocesso Mental: A Saudade da Escravidão (Números 14:1-5)A incredulidade de Israel produziu um fenômeno espiritual bizarro: a vontade de voltar para o Egito. • A Rebelião do Choro: O povo chorou a noite toda. A murmuração é o som da fé morrendo. Eles preferiam a segurança da escravidão ao risco da liberdade com Deus. • Liderança sob Ataque: Josué e Calebe rasgaram suas vestes e tentaram lembrar ao povo: "Se o Senhor se agradar de nós, então nos porá nesta terra" (Números 14:8). Mas a falta de fé cega o homem a tal ponto que o povo quis apedrejar os únicos que falavam a verdade. III. O Custo da Incredulidade (Números 14:11-45)A falta de fé não é um erro leve; é uma ofensa ao caráter de Deus. • A Sentença: O custo de estar "quase lá" e retroceder foi uma caminhada de 40 anos em círculos, até que toda aquela geração morresse no deserto. Eles chegaram à porta, mas nunca entraram. • A Tentativa Tardia: No final do capítulo, o povo tenta subir à força, sem a arca e sem a bênção de Moisés. O resultado foi uma derrota vergonhosa. Sem Deus, o sucesso é impossível; com Deus, a derrota é inexistente (Hebreus 3:16-19). IV. Lições para a Nossa Jornada EspiritualO que a falha de Israel nos ensina sobre a nossa própria "Terra Prometida"? 1. Mantenha o Foco na Promessa: Nossa Canaã é o descanso eterno. Hebreus 4:1-11 nos alerta para que não aconteça de, "parecendo ainda durar a promessa", algum de nós seja achado faltando. O "quase lá" não serve para a eternidade. 2. A Garantia do Lar Preparado: Jesus não nos deixou na dúvida. Ele disse: "Vou preparar-vos lugar" (João 14:1-3). A nossa confiança não está na nossa força para conquistar o céu, mas na fidelidade dAquele que prometeu. 3. A Certeza de Paulo: O apóstolo Paulo viveu com a convicção de que, enquanto estivesse neste "tabernáculo" terrestre, ele gemeria pelo celestial, tendo a plena certeza de que o que nos espera é muito superior (2 Coríntios 5:1-8). ConclusãoIsrael sempre foi triunfante quando obedeceu a Deus, não porque fossem soldados melhores, mas porque serviam a um Deus maior. A falta de fé é capaz de paralisar o homem mais forte, transformando exércitos em fugitivos. Não se contente em estar "perto" do Reino de Deus. Não se contente em estar "quase" convertido, "quase" fiel ou "quase" comprometido. O deserto está cheio de covas daqueles que ficaram no "quase". 1. Avalie sua posição: Você está na fronteira ou está retrocedendo mentalmente para o seu "Egito"? 2. Dê o passo: A fé não é a ausência de gigantes, mas a presença de Deus que derruba gigantes. O Senhor já preparou o lugar; agora, Ele espera que você tenha a fé necessária para entrar. Resumo da história
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Autor: Ronaldo G. Silva é Bacharel em Teologia e Professor de Homilética sendo Pós-Graduado em Educação pela UFF. Entusiasta do trabalho de evangelização e divulgação da Palavra de Deus.

